‘A grande característica do rádio é a democracia e o papel social’, diz a radialista Mara Régia

Portal IMPRENSA – Qual a importância do rádio no contexto social?
Mara Régia – O rádio nasceu de um sonho de se transformar no livro dos que não sabem ler. E eu acho que a grande característica deste meio é a democracia. O letrado, o analfabeto, todos têm acesso. No caso do trabalho que realizamos na Amazônia, o rádio é um meio de comunicação para informar socialmente. As pessoas dependem dessa informação para as coisas mais elementares possíveis: acordos de pesca, negociações de conflitos, questões de saúde. Lá o radio e a única mídia, dificilmente você vê nas emissoras comerciais uma preocupação coma responsabilidade social.
IMPRENSA – De que forma você analisa o conteúdo no rádio no Brasil hoje?
Mara – Hoje temos o jornalismo, muito bom em algumas emissoras. No quadro geral, vemos que, em Porto Alegre, as pessoas são acostumadas a ouvir mais notícias. Em São Paulo, existe uma centralização de jornalismo ligado a grandes grupos. Você tem a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), em Brasília, que também aposta muito no jornalismo. Mas na maioria dos casos vemos que o rádio está muito nas mãos do poder religioso – igrejas pentecostais, católicas, evangélicas. Outras estão a serviço do sucesso fácil, pessoas apostando no humor barato.
IMPRENSA – Como está a questão das rádios comunitárias?
Mara – Muitas pessoas ousam fazer comunicação e estão a favor de proselitismos políticos e religiosos. Essas, não realizam a missão de valorizar a cultura da comunidade e prestar o genuíno serviço social. Faltam rádios que prestem um serviço comunitário, que falem do buraco da rua. Algo que as grandes redes já fazem, mas não de forma regionalizada. No contexto amazônico, por exemplo, precisamos de rádios para avisar que a vacina não chegou. Rádio lá é uma questão de sobrevivência, pois a locomoção e os acessos são difíceis.
IMPRENSA – A legislação ajuda?
Mara – As legislações do jeito que está faz com que as rádios comunitárias vivam amordaçadas. Ela parece ter sido feita para diminuir a importância de uma educação plural, voltada para os interesses da comunidade. Que limita, por exemplo, o alcance. Na Amazônia as rádios só podem ter um quilômetro de alcance. Isso exclui as rádios comunitárias. A lei também proíbe uma freqüência única que engessa e distorce o critério de representatividade, a mudança na lei é fundamental para que possamos pensar em comunicação comunitária no país.
IMPRENSA – E a questão comercial?
Mara – A radio comunitária, só as rádios comerciais que podem visar o lucro e se pautarem na publicidade para sobreviver. As outras, sejam elas educativas, publicas, culturais como as universitárias, todas essas têm que ter um ideal de comunicação que configure uma perspectiva de universalização do conhecimento. Acredito que existe um esforço tentando mexer na programação para se aproximar dessas idéias. Temos boas experiências, fiquei encantada com alguns programas infantis. Na rádio universitária Santa Maria, programa voltado para pessoas com deficiência mental, mas esse pluralismo não é a tônica.
Por Wagner Lemos

Será votado no próximo dia 17 a PEC que propõe um aumento salarial aos Policiais Militares e Bombeiros de todo o país, menos os do estado do Distrito Federal.
Segundo o “Diário de um PM“, um alto oficial da corporação até o ano de 2008, ganha em torno de R$ 724,00. De acordo com informações do site “concursos de polícia“, um soldado chamado de segunda classe ou aluno, do Distrito Federal ganha pouco mais de R$ 3 mil reais. No entanto, as alterações no projeto que exclui o aumento ao militar do DF não agradou ao deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), autor da PEC.
“O relatório é bom, ele só peca quando suprime a referência à PM do DF, que era o ponto principal da emenda. Nós vamos lutar para que, em vez de um piso nominal, seja um piso referencial à PMDF. Até porque o piso nominal, ao longo do tempo, será defasado.”
Segundo a “Agência Câmara“, o deputado Major Fábio (DEM-PB) é contrário a inclusão dos PMs e bombeiros do DF. Para ele, o aumento é inconstitucional.
“Não queremos que um policial militar vá morar em um apartamento caro, na beira da praia. Queremos que continue morando onde mora, mas com dignidade, em uma casa própria e com conforto para ele e a família.”
Por Wagner Lemos
“Aqueles que em 2002 não tinham votado em mim, depois da vitória ficaram, em 2002, 2003, 2004 torcendo para que o governo não desse certo. Porque tem um certo tipo de gente no Brasil, que não se contenta, no exercício da democracia, em perder. Ele quer que quem ganhe não faça nada para ele poder justificar os discursos feitos durante a campanha. Eu acompanho os meios de comunicação no Brasil e sei o quanto a Record e o povo da Record foram vítimas de preconceito. Não seria bom para o Brasil que a gente tivesse apenas uma televisão dando informações (…). Essas alternativas é que estão permitindo que o povo brasileiro não seja vítima de alguns formadores de opinião pública que não querem formar a opinião pública, mas que querem induzi-la a um pensamento único, a uma verdade única, sem permitir que as pessoas tenham possibilidade de ter opções de informação”.
Por Wagner Lemos

O Grupo Record adquiriu 40% das ações do Banco Renner, mas o acordo com a família Renner, que é gaúcha, ficou firmado que o grupo não participará das decisões do banco, segundo “O Globo”.
Essa é a segunda vez que o grupo investe no setor bancário. A primeira foi no Banco Crédito Mercantil (BCM), em 1990.
Com o capital pulverizado na bolsa de valores, o Renner, foi vendido em 1998 à varejista americana JC Penney. De acordo com o diretor do banco, Igor Bucker, as negociações duraram cerca de dois meses. Bucker afirmou que já mantinha negócios com a Record antes da negociação que chevagam a soma de R$ 15 milões.
A Record vai ter apenas um diretor, que fará a interface com o grupo. A gestão vai continuar com os atuais controladores. A meta é triplicar a carteira de financiamentos, para R$ 600 milhões, em três anos – explicou Bücker.
Por Wagner Lemos

A Rádio Tupi de São Paulo, LTDA, teve sua concessão renovada por dez anos pela Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania (CCJ). Ao todo, foram aprovados os 28 projetos do legislativo que autorizam a renovação de concessões de rádio fusão em 11 estados.
Veja a lista no site do FNDC.
As propostas seguem agora para o Senado.
Por Wagner Lemos
Brasília sofreu hoje, 22, o segundo maior apagão energético da história. O Distrito Federal ficou 25 minutos sem o fornecimento de energia. O problema, ainda desconhecido, deixou oito cidades satélites, Plano Piloto, Lago Sul, Lago Norte, Sobradinho, Planaltina, São Sebastião, Àguas Claras, parte das cidades de Taguatinga e Ceilânduia na escuridão, atingindo 64% do território. A interrupção teve início às 11h05, ficando até às 11h30.
De acordo com o “Valor”, o desligamento nas linhas de transmissão de Furnas e da Companhia Energética de Brasília foi a consequencia da interrupção do fornecimento elétrico que teria sido automática.
No entanto, para o diretor de operação da empresa, Amilton Naves, é provável que o motivo esteja ligado a falta de manutenção.
“Se pararmos para ver, esse desligamento tem uma dimensão bem razoável porque pegou mais de 50 % da região. Realmente faltam investimentos para evitar este tipo de problema. A ocorrência foi na interligação que temos entre Brasília e Furnas. Essas linhas foram desligadas de forma preventiva para evitar maiores interrupção de energia”.
Por Wagner Lemos
Faleceu na Clínica Adventista Belgramo, na Argentina, Samuel Britvin, pioneiro do Transporte Rodoviário Internacional. O empresário se destacou no ramo entre os anos de 1965 a 1983.
Britvin foi um dos fundadores da Associação de Transportistas Internacional de Cargas (ATIC-sigla em espanhol). O empresário foi o primeiro transportador a fazer uma viagem terrestre da cidade de Salta a São Paulo em apenas sete dias.
Diversas empresas foram formadas e transportaram produtos pelos países do cone Sul do continente americano, o que propiciou o surgimento do Mercosul. Sua atividade empresarial ficou focado no Brasil, na Bolívia e na Argentina, onde chegou a ser preso e torturado durante a ditadura militar liderada por videla.
Britvin contribuiu para o surgimento de postos de alfândega entre brasileiros e argentinos. Graças a inovação do empresário, há hoje, o chamado protocolo 14 do Mercosul – que regula as atividades do setor.
Agência “PR Newswire”
Em “um país de pouca renda e onde cada homem é sozinho” possui um Congresso que recebe o melhor salário do mundo, segundo o “Transparência Brasil”.
Neste Brasil corrupção, onde há homens públicos que só querem se dar bem do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília… a arma é o voto na mão.
“Senhoras costurando e so nos resta a reza de São Paulo a Belém”. Só me resta o céu.
Por Wagner Lemos

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB) foi acusada pelo presidente da CPI da Corrupção na Assembleia Legislativa do estado, deputada Stela farias (PT), de utilizar o dinheiro público para efetuar compras pessoais como roupas de cama, mesa e banho que somam um total de R$ 3.140 reais.
“Todos são artigos de luxo adquiridos com dinheiro público, sem tomada de preço e sem justificativa, comprados em uma loja de artigos sofisticados e cujo destino é desconhecido, o que mostra, mais uma vez, a confusão que a governadora faz entre o público e o privado”.
Segundo o governo Yeda, por meio de nota à imprensa, informa que os gastos são legais e estão registrados no patrimônio público.
“Está claro, portanto, que a ação do governo é legal e transparente, amplamente documentada. A publicação distorcida de fatos, além de descabida e inaceitável, é mais uma oportunidade para confirmar a insidiosa tentativa de desqualificar o governo, agredir a tradição de honradez e correção dos gaúchos e contribuir para o enfraquecimento da imagem do Estado”.
Yeda enfrenta uma série de denúncias que deixa parte do tucanato em alerta.
Leia o que o Arena já publicou sobre o assunto:
Advogados pró-Yeda querem cassar mandato de Marina Silva
PSDB gaúcho tenta cercear imprensa
Governo Yeda faria pressão para Detran ignorar supostas irregularidades
Por Wagner Lemos

O Grupo “Traffic”, espeialista em marketing esportivo, comprou os ativos da marca “Diário de São Paulo“, que pertencia a “Infoglobo“, informa o “Comunique-se“.
De acordo com o portal, estão inclusos no pacote a” TV Tem“, com quatro emissoras filiadas da “Rede Globo” além da “Rede Bom Dia”, que reúne um total de nove jornais diários com circulação em cem cidades.
Para o diretor geral da “Infoglobo”, Paulo Novis, o grupo deseja focar esforços nas áreas onde a empresa é lider.
“Está em linha com a estratégia da empresa de focar seus esforços nas áreas e segmentos onde a empresa é líder inconteste e ampliar investimentos em novos negócios analógicos e digitais”.
O presidente do Grupo “Traffic”, José Hawilla, informou ao site que a intenção e usar a marca para expandir a influência no mercado paulista.
“Esta é a grande oportunidade de entrar no mercado da capital onde temos jornais tradicionais e de qualidade e que servirão de estímulo para implantarmos o nosso modelo de um jornalismo da era da internet, que caracteriza a Rede Bom Dia no interior de São Paulo”.
Leia o que o Arena já publicou sobre o assunto:
“O Globo” compra “Estadão”, afirma jornalista
“Estadão” quer zerar dívidas trabalhistas para ” O Globo”
“Estadão” nega venda a “O Globo”
Por Wagner Lemos
O vereador de Itajubá (MG), Paulinho Abranches (PT-MG), foi punido pela Comissão Parlamentar de Inquérito após expor sua opinião no Twitter.
De acordo com o “Comunique-se”, o parlamentar recebeu uma censura escrita por quebra de decoro e perdeu a imunidade, ficando sujeito a perda do mandato, em caso de reincidência
“Em Itajubá-MG, temos ótimos vereadores pizzaiolos. Nessa pizzaria, o povo fica na porta… O jurídico entendeu que a minha imunidade acabou quando eu postei no Twitter. Como um vereador não pode estabelecer crítica na Internet?
Para o setor jurídico da Casa, a imunidade do vereador não se estende à rede por estar fora dos limites do município.
O parlamentar informa que vai recorrer da decisão. Ninguém do setor jurídico foi encontrado para falar sobre o caso.
Por Wagner Lemos

O presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) elogiou a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) e o deputado Ciro Gomes (PSB) integrantes da comitiva que inspeciona as obras de transposição do Rio São Francisco, informa o “Estadão“.
De acordo com o jornal, Lula disse que Dima e Ciro têm vocação para carreira solo e que são grande companheiros.
Segundo o presidente, Ciro foi um dos que mais “batalhou” pelo projeto.
Integram a comitiva os ministros da Integração Regional, Geddel Vieira Lima, das Cidades, Márcio Fortes e da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, Franklin Martins.
Ciro deperta vontade de concorrer ao Palácio do Planalto, mesmo Lula preferindo a ministra Dilma. No entanto, com a insistência do deputado, parece abrir duas frentes na corrida presidencial.
Por Wagner Lemos

O site “Vi o mundo” do jornalista Luiz Carlos Azenha deu destaque a briga entre a Casa Branca e a rede de tv “Fox News”.
Segundo Azenha, a batalha teve seu ápice após às duras críticas da Diretora de Comunicação de Obama, Anita Dunn, ter acusado a emissora de “organização partidária que funciona como apêndice do Partido Republicano.
Dunn a firmou também na CNN que o presidente Obama considera a “Fox News” um opositor partidário.
“A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano” – disse Dunn à CNN. E acrescentou: “não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN.” Dunn também aproveitou as páginas do The New York Times, a cujos repórteres declarou em entrevista do domingo, que “a rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico.
Quando o presidente fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente (Obama) já sabe que estará como num debate com o partido da oposição”.
Por Wagner Lemos

O portal da “Record” R7.com foi elogiado pelo “The New Yor Times” pela cobertura em Compenhague, na Dinamarca.
De acordo com o blog “Todo Canal“, o R7 foi o mais ágil e completo na cobertura na qual resultou na escolha do Rio de janeiro como sede da Olimpíada de 2016.
Por Wagner Lemos
Passa bem o apresentador da CNT de Londrina, Devanil Rodrigues da Silva, após sofrer um suposto atentado no qual resultou em um tiro nas costas.
De acordo com o blog “Jornalismo nas Américas“, o apresentador de programa policial “Cobra Repórter 190″ estava chegando em sua residência, em Rolândia, região norte do estado do Paraná, quando foi alvejado.

Devanil, que tem 35 anos, afirmou ao site “Bonde News” que vinha recebendo ameaças por telefone.
“Denunciei alguns traficantes. (…) Tenho certeza que foram as denúncias e eles vieram para matar. (…) É uma sensação de impotência muito grande. O que eu mais queria é que as autoridades se empenhassem ao máximo para prender esses indivíduos”.
Dois menores foram detidos e o delegado responsável pelo caso não acredita que o crime tenha sido premeditado.
“O menor que confessou o crime disse que eles cruzaram com o carro de Silva (identificado com adesivos da atração que apresenta na TV) e resolveram atirar porque havia denúncias contra bandidos no programa. Foi uma casualidade”.
Um dos integrantes, não identificado, afirmou ao “Portal Imprensa” que a equipe recebe ameaças, mas que nunca tinham sido consumadas. O site afirma que dois homens aguardavam a saída do apresentador da residência para executá-lo. Devanil se jogou no chão ao avistá-los, mas foi atingido. Outros disparos acertaram o carro.

“Em delegacias, sempre ameaçam, mas nunca fomos agredidos”.
Por Wagner Lemos
O pré-candidado em 2010, governador José Serra (PSDB), segundo informações de PHA, deu nota 7.5 a gestão de Fernando Henrique Cardoso.
Por Wagner Lemos

Segundo o jornalista Luiz Nassif o caso do furto das provas do Enen tem uma certa propabilidade de ter cunho político.
Paulo Henrique Amorim, em seu blog, também repercutiu as suspeitas do jornalista.
Nassif sustenta que o pedido de dinheiro por parte dos supostos fraudulentos foi um “despiste”. A suposta quadrilha é organizada, por isso procurou veículos não estigmatizados por dossiês, “Record” e o jornal “O Estado de São Paulo”.
“Dois trombadinhas-laranja foram escalados para oferecer o material para a Folha no mesmo momento. Mas foi uma óbvia manobra de despiste.Os bandidos deixaram claro que o sigilo de fonte era a maior garantia de impunidade para essas jogadas, reafirmando aquilo que detalhei à exaustão em “O Caso de Veja”: todo esquema de quadrilha especializada em dossiês tem, na ponta, a contraparte jornalística.Foi uma operação paulistana, não brasiliense, embora não se descarte a possibilidade dos bandidos terem vindo de Brasília”.
Por Wagner Lemos
Por Wagner Lemos

Em seu discuso para o Comitê Olímpico Internacional (COI,) antes do anúncio que contemplou o Rio de Janeiro como cidade sede da Olimpíada de 2016, o presidente Luis Inácio Lula da Silva alertou ao mundo que o Brasil, apesar de estar entre as dez maiores economias do mundo, é o único (país) que não havia sediado os jogos Olímpicos e Paraolímpicos.
Leia o que o Arena já publicou:
Globo, Band e record ganham direito de transmitir as olimpíadas de 2016
Por Wagner Lemos
Por wagner Lemos
Por Wagner Lemos

O vice- presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, disse, em entrevista concedida ao Comunique-se, que não está preocupado com o crescimento da Rede Record e que as acusações da emissota paulista e da Igreja Universal não fazem sentido.
“Não é a Globo que está em causa, nós tivemos concorrências mais fortes do que a da Record. Muitas vezes na nossa história a nossa resposta para a concorrência foi sempre trabalhar cada vez melhor e mantivemos a nossa liderança dessa forma, não ia ser agora que nós íamos usar a notícia para interferir na concorrência, então isso não faz o menor sentido”.
João Roberto enviou um comunicado interno destinados aos funcionários sobre as acusações do grupo do empresário Edir Macedo à Rede globo. Na carta, a emissora carioca se justifica sobre o tempo dado às denúncias contra Edir Macedo e que as supostas acusações de compra ilegal da Globo de São Paulo, do suposto uso do terreno da prefeitura e das irregularidades em empréstimos com recursos públicos para a construção do PROJAC são infundadas.
“A TV Globo deu à ação criminal contra Edir Macedo e outros nove denunciados tratamento,em termos televisivos, absolutamente equivalente ao que deram ao mesmo assunto os grandes veículos da mídia impressa do país. Desde então, o que se tem visto é o uso sistemático e maciço de todos os veículos do grupo acusado pela Justiça para nos atacar, recorrendo a denúncias fantasiosas e velhas, todas já desmoralizadas através do tempo”.
A entrevista foi concedida a jornalista Izabella Vasconcelos durante o prêmio Comunique-se.
Veja as acusações da Rede Record:
Por Wagner Lemos

Com um investimento de R$ 100 milhões de reais e 300 funcionários, sendo 150 jornalistas, a Record inaugurou no último domingo seu portal que concorrerá com a “Globo.com”.
Segundo o blog “Jornalismo nas Américas”, a intenção do grupo é tornar o “R7.com” o maior portal da América Latina em um curto espaço que pode chegar a cinco anos.
O bispo Edir Macedo anunciou, em seu glog, a chegada do novo portal.
“Prepare-se: O melhor mudou de endereço”.
As comemorações dos 56 anos de existência, a Record ganha um reforço na acirrada disputa pela audiência.
De acordo com o diretor de conteúdo do R7, Antônio Guerrerio, o novo portal será diferente.
“O R7.com será um portal diferente, principalmente na sua linguagem, forma de se comunicar com o internauta”.
Leia o que o Arena já publicou:
Por Wagner Lemos

O jornalista norte-americano, Joe Sharkey, sofre um processo criminal por ferir a honra do Brasil, informa o “Blog Jornalismo nas Américas”.
De acordo com o site, Sharkey, que é um dos sobreviventes do acidente aéreo do voo da Gol 1907, em setembro de 2006. O processo foi aberto pela família de um dos parentes das vítimas com base em uma lei no Brasil na qual pertime a alegação por danos à imagem do país.
O jornalista concedeu entrevistas a diversos veículos nos Estados Unidos e em seu blog, defendendo os pilotos norte-americanos envolvidos no acidente aéreo.
Sunday, January 6, 2008
Aviation Know-It-All Crashes Plane Into a Pole
“Brazilian pilot George Sucupira, 67, who has repeatedly held that the largest part of the blame for the Gol 1907 tragedy lies with the American pilots of the Legacy jet, demonstrated his own piloting skills on Saturday by flying his twin engine plane into a high-voltage power pole.
He quickly advanced instead the suggestion that the blame might be Airbus’s automatic control system, different from the more manual system of Boeing aircraft. “The pilot might have activated the throttle and the plane not have responded”, was Sucupira’s supposition.
Investigation of that accident is not yet completed, but pilot error is the leading hypothesis.”
Por Wagner Lemos

A história recente de negros na política nacional demonstra que ainda há um certo preconceito por parte de alguns eleitores para com candidatos afro-descendentes.
No entanto, essa tendência está sendo modificada nos últimos anos. Até a maior potência mundial, os Estados Unidos da América, elegeu o primeiro negro da história, Barack Obama. Essa reflexão tem como objetivo discutir não o governo Pitta e sim as dificuldades que o negro sofre para ser eleito.
Nos grandes estados do Brasil essa história vem desde o ano de 1985, segundo o professor adjunto da UEFS e pesquisador da UFBA e do IUPERJ, Cloves Luiz Pereira Oliveira. No Rio Grande do Sul, o “herdeiro político de Leonel Brizola”, Alceu Calhare (PDT-RS), um negro, se elegeu prefeito da capital gaúcha. No Espírito Santo, Albuino Azeredo (PDT-ES) foi eleito governador nos anos 90.
A campanha mais marcante de toda a história: um negro se elege para comandar a maior cidade do Brasil.
De acordo com o pesquisador, a eleição de Celso Pitta (PTB-SP) para prefeitura de São Paulo teve diversos fatores.
Cloves afirma que Pitta não trouxe para o debate problemas da desigualdade racial e da exclusão social no Brasil e que os insucessos de candidatos negros ao cargo do Legislativo no final dos anos 80 está ligado a questão da exclusão racial e social. 
Segundo dados do pesquisador, até o ano de 1996 São Paulo só tinha conhecimento de candidatos brancos. Concorrentes a cadeira de prefeito e de vereadores têm sido, segundo Cloves, ocupados tradicionalmente por homens brancos, ricos e filiados a partidos considerados conservadores.
A história política paulista modificou nos anos 90. Economista, político inexperiente, secretário de finanças do governo Maluf e negro, Celso Pitta era lançado para a disputa do cargo de prefeito da maior capital do país. Segundo o professor, o negro até então era representado como indivíduo “destituído de beleza, de inteligência e de capacidade de liderança para o exercício do poder”.
..”Podemos supor que a existência dos preconceitos contra os negros no Brasil, representando-os frequantemente como indivíduos destituídos de beleza, de inteligência e de capacidade de liderança e de qualidades para o exercício do poder (sobretudo quando comparado aos brancos), que a variável racial pode se constituir também num importante fator para definir os termos da participação dos negros enquanto candidatos em eleições”.
Cloves oliveira afirma também que os jornais, “Folha de São Paulo” e “Estadão”, influenciaram no processo político-eleitoral que culminou com a eleição de Celso Pitta. Para o pesquisador os jornais definiram e definem a agenda pollítica do país e a imagem do político na mídia.
Nas eleições de 1996, Cloves trouxe dados que mostrou o espaço que cada veículo deu aos candidatos. A “Folha” foi o jornal que mais espaço concedeu à cobertura política do ano em questão. Dados do “Datafolha”, informam que houve 208,5 páginas do dia 02 de agosto a 15 de novembro destinadas à cobertura para a prefeitura de São Paulo. Duas vezes mais que o concorrente “Estadão”.
O professor relata que eram 12 canditados, duas mulheres, três afro-descendentes e um total de vinte e sete partidos. Nesse ínterim, o então prefeito Paulo Maluf (PTB-SP), lança a candidatura do jovem Celso Pitta.
Pitta teve adversários de peso como o hoje governador de São Paulo e pré-candidato ao Palácio do Planalto, José Serra (PSDB-SP), a ex-prefeita (1989-1991) Luiza Erundina (PT-SP), o ex-prefeito de Osasco Francisco Rossi (PDT) e o médico José Pinotti (PMDB). Pitta e Maluf vieram com a coligação (“Não deixe São Paulo parar” – PFL(DEM) e PPB).
De acordo com Cloves, a candidata pelo Partido dos Trabalhadores, Erundina era tida como radical pelos eleitores, culminando com uma rejeição que chegou na casa de 42% das intenções de votos. Mesmo sem experiência em eleições, um candidato “cru”, Pitta. em apensa 15 dias de veiculação da propaganda das candidaturas, alcançou 28,6% de intenção de votos, uma marca invejável e surpreendente.
Erundina caiu no mesmo período de 33,7% para 24,4% e Rossi de 31,5% para 16,9%. Passaram para o segundo turno Pitta e Erundina.
“Quem era o negão que Maluff estava apoiando”?
Foi com essa frase, segundo o pesquisador, que os eleitores de São Paulo perguntavam ao ver um conjunto de Outdors espalhados pela cidade com a foto de Maluf e Pitta juntos.
Por ser negro, segundo Cloves, era improvável que Pitta ganhasse, mas no segundo turno, teve 62,3% dos votos.
Na disputa pelos espaços nos jornais Pitta também saiu como vencedor. 40,3% foram dados ao ex-secretário de finanças de Paulo Maluff. José Serra teve 26,2%. Erundina 22,2%, com segundo turno e tudo, Rossi 9,3% e outros candidatos, 2,2%.
O marqueteiro da campanha de Pitta era Duda Mendonça que resolveu enfatizar a imagem de Maluf para, de acordo com o pesquisador, endossar a candidatura para a prefeitura. Maluf e Duda diziam que a máquina partidária e a força política de um líder eram os principais itens para conseguir eleger alguém. 
“A força de um líder político, o apoio de uma máquina partidária e os recursos do marketing político se conseguirá eleger até um poste ou alguém que não sabe andar, falar ou pensar”.
Segundo Cloves Oliveira, Maluf tinha 50% de aprovação de seu governo e o problema da campanha foi a questão racial.
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