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(Por wagnerlemos@globo.com)

A equpe de reportagem da Rede Globo composta por Marcos Losekann e o cinegrafista Paulo Pimentel, ficaram reféns do grupo terrorsta Hezhollah no último dia 15, informa o FNDC. O drama teria durado cinco horas.

Os jornalistas faziam reportagem no subúrbio de Beirute, redulto do grupo islâmico, sobre um restaurante temático que serve sanduíches com nomes de armamentos ao som de tiroteios e veículos militares. Estava com eles o jornalista brasileiro Tariq Saleh.

Os brasileiros foram pedir permissão ao escritório de imprensa do grupo, mas foi negado, mesmo estando com vistos e credenciais libanesas.

Quando ligaram para o restaurante de nome ‘Buns and Guns’ (Pães e Armas), cerca de 20 minutos depois, um Mercedes-Bens preto com dois homens fortemente armados chegou e deteram os profissionais. Próximo a uma mesquita com mais homens armados, passaportes, agendas, relógios, celulares, cartões de memória da câmera de Tv e fitas foram confiscados. Como a fita original foi trocada por outra antes da apreensão, foi possível apresentar a matéria para o ‘Jornal Nacional’ ontem.

Apesar das queixas apresentadas pelo consulado brasileiro em Beirute contra o episódio, o governo libanês afirmou que nada pode fazer contra o Hezhollah.

(Por wagnerlemos@globo.com)

O Superior Tribunal Eleitoral ( TSE ) declarou inelegível o deputado federal Carlos Melles ( DEM-MG ), por abuso de poder econômico e político mediante uso indevido da mídia.

Nas eleições de 2006 para a Câmara Federal, Melles aparecia em vinhetas institucionais da Tv Sudoeste, de cinco a dez vezes por dia, nos meses que antecederam as eleições, o que é ilegal. Nas vinhetas, a imagem do candidato aparecia junto a personalidades locais, onde foi constatado que o deputado teve expressiva votação. O mesmo benefício não foi concedido aos demais candidatos.

Carlos Melles ( DEM-MG ) controla a TV Sudoeste, exerce infuência também na imprensa escrita regional, Jornal do Sudoeste , A Gazeta e Folha da Manhã, veículos que, segundo o TSE, teriam feito exposição favorável à candidatura do democrata.

O recurso foi proposto pelo deputado estadual de Minas, Rêmolo Aloise ( PSDB-MG ), e acolhido pelo TSE. O Tribunal Regional Eleitoral mineiro tinha considerado que não houve tratamento privilegiado ou o suposto benefício decorrente de publicações escritas nos jornais locais.

Para o ministro do TSE Felix Ficher, foi analisado para reconhecer o uso indevido dos meios de comunicação social, a potencialidade para prejudicar a lisura do pleito e o equilíbrio da disputa eleitoral. O ministro disse ainda que houve a quebra da isonomia, em desfavor dos candidatos que não  utilizaram dos mesmos recursos. Ficher afirmou também que foi mesmo constatado a vantagem sobre os demais candidatos, pois a imagem do candidato foi veiculada mediante TV, de modo intenso, no período que antecedeu às eleições, sendo ilegal. A decisão do pleito foi unânime.

O deputado federal ficará inelegível por três anos a contar das eleições de 2006.

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E segue o tema pré-sal, petróleo e Petrobrás.

A “Folha de S. Paulo” traz entrevista com Antônio Henrique da Silveira, da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), que, entre outras coisas, falou que “a Petrobras não tem direitos a blocos não-licitados do pré-sal”.

Mas ponderou que “fora dessa peculiaridade, claro que os acionistas têm todo direito de reclamar aquilo a que eles têm direito”. Neste caso, não o petróleo do pré-sal.

 

SENADOR DIZ QUE DISCUSSÃO ESTÁ “SAINDO DO TRILHO”

Ainda na “Folha”, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) diz que a discussão sobre mudanças no marco regulatório do petróleo devido às descobertas na camada pré-sal está “saindo dos trilhos” e criticou a politização dos debates.

Segundo o jornal, Amaral se mostrou favorável a mudança na lei, mas não a criação de uma nova estatal.

“É um assunto que tem de ser aprofundado e não está suficientemente maduro para que se comece a discutir em cima de posições já preestabelecidas. Temos de dar um freio de arrumação nisso aí, senão vira debate político em detrimento de uma questão que é absolutamente fundamental para o futuro do Brasil”. O senador participou do seminário “Legal Gas Forum”, no Rio.

“Tem gente no governo que defende a criação dessa empresa. Acho que precisamos avançar mais, temos de estudar melhor isso.”

 

O Arena já postou:

‘Petróleo não é da Petrobrás, é da União’, afirma diretora do ‘Valor’

Dilma defende modelo norueguês para o pré-sal

Enquanto por aqui, a notícia sai de forma discreta, longe do que foi a campanha “volta inflação” das Organizações Globo, a “Reuters Brasil” manchetava, no início da noite de ontem: “Inflação recua em menor nível em 13 meses”.

A FGV aponta “desaceleração generalizada de preços capitaneada pelos alimentos”.

(Por wagnerlemos@globo.com)

O Supremo Trbibunal Federal (STF) autorizou abertura de inquérito a pedido do Ministério Público, contra o senador Edison Lobão Filho (DEM-MA), por suspeita de crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha.

As investigações do MP constataram que Lobão Filho seria sócio dos irmãos Marco Antônio e Marco Aurélio Pinto Costa em empresas de distribuição de bebidas e usariam “laranjas” para a sonegação de impostos.

O Relatório da Receita Federal concluiu que a alteração contratual da Bemar Distribuidoras de Bebidas, que pertence a Lobão e os irmãos Costa, criada em 1988, seria uma “farsa”. O objetivo era transferir para pessoas humildes, sem poder econômico para responder perante o fisco, pagamentos de impostos e contribuições.

A Procuradoria Geral da República cita diversos depoimentos de testemunhas. Um ex-funcionário do senador e dos irmãos Costa teria contado à Justiça diversas irregularidades praticadas pelas empresas.

O ministro do STF Carlos Auberto Menezes Direito autorizou também a quebra de sigilo bancário de Lobão e seus sócios, permitiu que a superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal ouça, a convite, o senador e a PF do Maranhão, os dameis investigados.

 

APESAR DE SUSPEITO, SUPLENTE FOI EMPOSSADO

Edison Lobão Filho foi empossado mesmo enfrentando denúncias de corrupção. Assumiu a vaga de seu pai, Edison Lobão (PMDB-MA), que foi para o Ministério de Minas e Energia.

(Por wagnerlemos@globo.com)

A Justiça paulista cassou mais três políticos por infidelidade partidária na última quinta, 15. Os vereadores Ismael Batista da Silva (PV de São José do Rio Pardo), José Marcos Sanzogo (DEM de Sebastianópolis do Sul) e Elisabete Sichieri Bezerra (PSB de Bebedouro).

No entendimento dos juízes, os cassados trocaram de partido sem motivos. O número de vereadores que perderam o mandato no estado chegou a 38.

Com isso o PSB, PTB e PT terão seus cargos de volta.

Em debate sobre jornalismo econômico, em “Notícia em Foco”, da CBN, a diretora de redação do jornal “Valor Econômico” (jornal de economia do Grupo Folha e das Organizações Globo), Vera Brandimarte, defendeu a discussão sobre a criação de uma estatal para gerir os lucros da extração do petróleo na camada do pré-sal, na Bacia de Santos.

Brandimarte e Carlos Alberto Sademberg, comentarista multimídia das Organizações Globo, responderam às perguntas de ouvintes enviadas por e-mail. O tema principal: o pré-sal.

“Quero deixar claro que o petróleo não pertence à Petrobrás, nem aos acionistas da Petrobrás. Pertence à União”, afirmou Vera Brandimarte.

E é o que diz a lei. Segundo Sademberg, “[o petróleo] não é do governo, nem deste ou de qualquer outro, é do Brasil”, como Estado. E explicou como são as regras: “Quando é descoberto o petróleo, a ANP [Agência Nacional do Petróleo] –que não é do governo, mas do Estado– faz leilão. E aí, as empresas, Petrobrás e outras, concorrem. Quem ganha explora e faz o que quiser com o petróleo. Vende aqui [no Brasil] ou vende lá fora. Faz o que quiser”. O jornalista explica que a Petrobrás normalmente ganha o direito de exploração por ter o ”know-how” que outras estrangeiras não tem.

Brandimarte criticou a cobertura da imprensa e afirmou haver “uma falsa polêmica”. Diz que “todo mundo deu um tom como se a Petrobrás estivesse sendo lesada”. E explica: “Há uma grande confusão. O artigo 20 da Constituição diz que os recursos minerais são da União”. E ressalta: “Reserva de petróleo não é igual a você achar moedinha na rua, é uma grande riqueza”.

A diretora do “Valor” é categórica ao afirmar que “isso não pode ser simplesmente dado aos acionistas da Petrobrás” e pergunta: ”e os outros milhares de brasileiros [pela Constituição, também donos do petróleo]?”.

Quanto à possível mudança nas regras da ANP que determina leilão para as novas descobertas de petróleo, a jornalista pensa ser necessário haver um debate sério, por se tratar de um tema estratégico para a nação brasileira.

Sademberg e Brandimarte concordam que o governo Lula não vai se beneficiar das novas descobertas. Ficará para os próximos governos.

 

O Arena já postou:

Pré-sal vs Petrobrás

Dilma defende modelo norueguês para o pré-sal

Segundo o jornalista Milton Coelho da Graça, em “Comunique-se”, uma fonte das Organizações Globo garante que “a conversa entre os Marinho e os Mesquita continua”, apesar de ser “forte a resistência dos irmãos Rui e Rodrigo [Mesquita] a qualquer negócio”. Mas ressalva, a fonte: “não é incontornável”.

Os Mesquita negam. Dizem que, ao contrário, a decisão é incontornável.

A ver.

 

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Globo compra Estadão, afirma jornalista

“Estadão” quer zerar dívidas trabalhistas para Globo

‘Estadão’ nega venda a ‘O Globo’

“Não há qualquer diferença entre as prioridades do “construtor de pontes” e o ideário neoliberal da cúpula tucana. As reformas estruturais mais importantes - agrária, habitação, educação e a do saneamento básico- não têm lugar na sua agenda. Como não teve nas de FHC, Serra e Alckmin”.

Gilson Caroni Filho, na Carta Maior

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, gosta de aparecer na grande imprensa como o “tucano diferente”. Um oposicionista que caminha na contramão da política pequena de seus companheiros de partido, apresentando-se como um homem público preocupado com o desequilíbrio federativo, originado pelo que chama de “hegemonia paulista na política”. Sua originalidade residiria no fato de ser um oposicionista com propostas para o país, ave rara no bloco conservador. Nada mais enganoso. Nada mais perigoso.

Suas críticas mais recentes ao governo do presidente Lula desmontam os elementos discursivos empregados na tentativa de produzir sua significação, de elaborar uma persona que o defina como “construtor de pontes” entre partes que, segundo ele, estão “cegas por radicalizados projetos de poder”.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat, o governador lamenta que Lula desperdice o seu segundo mandato não promovendo reformas na Previdência Social, na área tributária e nas relações trabalhistas. Todas elas, segundo Aécio, “indispensáveis para a fundação de um Estado moderno, ficarão para ser feitas pelo sucessor de Lula. Que ainda será obrigado a enxugar despesas governamentais que não param de crescer”.

Como se vê, não há qualquer diferença entre as prioridades do “construtor de pontes” e o ideário neoliberal da cúpula tucana. As reformas estruturais mais importantes - agrária, habitação, educação e a do saneamento básico-não têm lugar na sua agenda. Como não teve nas de FHC, Serra e Alckmin.

A reforma da Previdência é uma bandeira cara ao neoliberalismo. Com o “nobre” propósito de combater um falso déficit, o objetivo é a supressão de direitos, principalmente de mulheres e beneficiários do salário mínimo. Aécio finge ignorar que as receitas superam as despesas, mesmo após três anos seguidos de aumentos reais do mínimo.

Simula desconhecer que o presidente já afirmou que a reforma será pautada pelo Fórum de Negociação da Previdência, como proposta amadurecida na sociedade civil, “permitindo que as novas gerações tenham um sistema mais condizente com as necessidades dos trabalhadores”. Um foco bem diferente do que reza o receituário mercantil.

Não sabe também que, em fevereiro, o governo encaminhou projeto de reforma tributária que pretende desonerar empresas, gerar mais empregos e acabar com a guerra fiscal entre os Estados. Em que nuvem anda o jovem Aécio? Ou em que praia do litoral fluminense tem surfado o sobrinho de Tancredo?

Para o “construtor de pontes”, o PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento) não passa de uma jogada marqueteira.”Rode por Minas. Tente encontrar alguma obra de vulto financiada pelo PAC. Não encontrará”, aconselha.

Pena que tenha esquecido de dizer que o Estado que governa tem 114 das 119 prefeituras envolvidas em desvios de verbas do programa. E que o PSDB detém o maior número de prefeitos sob suspeita de fazer parte do esquema de apropriação ilegal dos recursos. Alguém precisa lembrar ao governador que obras de vulto não brotam do chão, ainda mais se no subsolo há dutos duvidosos. E que, como liderança estadual, cabe a ele alertar seus correligionários quanto a esse pequeno deslize ético.

Em visita ao Rio, na manhã de um ensolarado 15 de agosto, Aécio atacou supostas falhas do governo na segurança pública, argumentando que “o governo federal não assumiu a sua responsabilidade na questão da segurança pública, contingenciando recursos do Fundo Penitenciário e do Fundo Nacional de Segurança”. É uma pena que a censura da imprensa mineira, praticada em proveito do seu próprio governo, deixe o fenômeno de Minas tão desinformado.

Uma breve leitura do jornal Brasil de Fato, em 14 de maio de 2007, faria com que tomasse ciência de que na sua gestão “, os investimentos em saúde, segurança pública e educação caíram, de R$ 11,6 bilhões para R$ 8,7 bilhões, impactando a vida de milhares de pessoas na capital e no interior do estado.”

Há algum tempo, a vereadora petista Neila Batista, em artigo intitulado “MG: Quase um Estado de exceção” afirmou que “o silêncio da Assembléia Legislativa de Minas, com exceção das poucas vozes do PT e do PC do B, e o pacto da maior parte imprensa regional, que se engajou em sua carreira rumo à Presidência da República confirmam a regra… ou a exceção”

Fragilizando instituições caras ao jogo democrático, ignorando a importância do sistema partidário e “fazendo uso de uma máquina de marketing inigualável no país”, a “novidade” que vem das alterosas é a melhor expressão do mandonismo risonho que segue à risca os preceitos neoliberais.

Seria interessante que Aécio aproveitasse a segunda metade do mandato para redemocratizar o Estado, dialogar com os movimentos sociais e, se der tempo, conhecer Minas Gerais. É uma das unidades federativas mais ricas do país. Bem mais surpreendente que as noites do Leblon.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa

Em reunião com membros do Partido dos Trabalhadores (PT), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, defendeu o modelo norueguês para a administração das reservas recém-descobertas de petróleo na camada pré-sal, na Bacia de Santos.

Roussef explicou que a Noruega –terceiro maior exportador de petróleo bruto do mundo, atrás apenas da Arábia Saudita e da Rússia– comanda duas empresas estatais nessa área.

A primeira é a conhecida Statoil, que, apesar de controlada pelo governo, possui capital privado e se dedica à exploração de petróleo, a exemplo da Petrobrás. Na outra ponta está a Petoro, que cuida da administração das reservas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conheceu o modelo norueguês quando visitou os países escandinavos, em setembro do ano passado.

“Acredito que essa definição vem atender a uma injustiça e, mais do que isso, uma falha histórica dos sucessivos governos [para] com o povo brasileiro”, argumentou. “Precisamos pagar essa dívida.”

Outro membro do PT, Chico Vigilante, concorda. “Aqui, a intenção do governo é se apropriar dessa riqueza para investir em educação”. Vigilante, que é presidente do partido no Distrito Federal, participou do encontro.

A ministra definiu a empresa norueguesa que administra as reservas de petróleo como “uma estatal enxuta”.

 

ENFRAQUECIMENTO DA PETROBRÁS

Como numa espécie de aula, DIlma Roussef acalmou parte dos membros do Partido dos Trabalhadores que temia um suposto enfraquecimento da Petrobrás com a nova estatal.

“O governo vai de A a Z, mas tem um condutor que é o Lula”, disse Dilma, de acordo com relato de deputados. “Se alguém tenta sair da linha, ele puxa.” Antes de encerrar a conversa, que durou duas horas e meia, a ministra se comprometeu a debater novamente o tema com os petistas depois das eleições de outubro.

 

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Pré-sal vs Petrobrás

‘Petróleo não é da Petrobrás, é da União’, afirma diretor do ‘Valor’

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