O Ministério Público Federal notificará os grupos Folha e Estado, bem como as Organizações Globo, Editoral Abril, “Isto É”, ”Jornal do Brasil” e “Correio Braziliense” por “alarmismo” na cobertura da Febre Amarela, em 2007.
À época, duas pessoas morreram por tomar a vacina sem necessidade (já haviam tomado).
Diz o relatório que “o procedimento administrativo (…) foi instaurado a partir de representação” do Movimento dos Sem-Mídia, que surgiu “de um surto de indignação” de um “cidadão (…) em defesa do interesse público”.
Eduardo Guimarães, líder do movimento, entrou com a representação no Ministério Público Federal por considerar alarmista a cobertura da mídia, que, em 2002, apesar do surto ser maior , teria agido com mais responsabilidade.
Guimarães alerta ainda para o dinheiro público gasto, à época. Pessoas que não viajariam, sem risco de contaminação, portanto, lotaram os postos de saúde para tomar a vacina. Houve aumento de produção da vacina.
O Ministério da Saúde deverá fornecer dados estatísticos da doença para que o MPF investigue.
Nonato Viegas