Seguem Mario Cesar Carvalho e José Ernesto Credencio, da “Folha de S. Paulo”, investigando o propinoduto do PSDB, em São Paulo.
Na edição de hoje, 27, (com 1º página), os repórteres trazem a afirmação do ex-consultor da Alstom, o engenheiro Jean-Pierre Courtadon, de que Claudio Mendes vendia “facilidades” e “contatos” com pessoas do governo de São Paulo entre os anos de 1997 e 2003 (de Mário Covas e Geraldo Alckmin).
Courtadon foi ouvido pelos ministérios públicos da Suíça e França, que investigam o caso de suborno para empresas do Brasil, da Venezuela, de Cingapura e da Indonésia.
Do Ministério Público da Suíça, os repórteres ouviram que Mendes e seus associados receberam cerca de US$ 5 milhões nesse período de empresas controladas pela Alstom.
Há também documentos ”mantidos sob sigilo pelos suíços [que] cita o nome de Courtadon, um francês naturalizado brasileiro, e diz que a Cegelec, empresa comprada pela Alstom em 1997, estava disposta a pagar uma comissão de 7,5% para obter um contrato de R$ 110 milhões da então estatal Eletropaulo -o valor da propina corresponde a R$ 8,25 milhões”.
À reportagem, Courtadon confirmou a existência desses documentos. Disse ainda que “foram trocados em setembro e outubro de 1997″.
O contrato da Eletropaulo, com valor de R$ 110 milhões, foi assinado no ano seguinte.
No entanto, Jean-Pierre Courtadon negou, aos repórteres da “Folha de S. Paulo” que tenha feito as afirmações sobre Claudio Mendes. Diz que como não tem o “total domínio da língua portuguesa”, pode “ter usado inadequadamente algum termo, que causou errônea interpretação”.
QUEM SÃO?
Os tais políticos envolvidos como o “facilitador” Claudio Mendes (que nega). Mais: os governadores sabiam? Alckmin nega que soubesse de alguma coisas. Diz ainda que “não há o que investigar” sobre o caso Alstom/PSDB.
OUTRO LADO
Claudio Mendes nega que seja o mesmo de que tratam as denúncias.
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