Novos caminhos para os impressos
Por Nonato Viegas
Colunista do “New York Times”, Frank Rich escreve que se os grandes jornais fecharem não haverá “news” para o “Google News”, “a menos que o Google pague por elas.”
Mas, no “Washington Post”, Howard Kurtz responde que o Google talvez pague.
Segundo Kurtz, publisher Donald Graham já conversa com o presidente do Google, Eric Schmidt, “sobre uma possível colaboração” que incluiria “novas páginas na internet” e ferramentas para jornalistas e leitores.
Diz que Philip Bennett, executivo do “WP”, disse: “Conversamos sobre novas maneiras de criar e apresentar notícias. Uma colaboração informal que já produziu idéias interessantes”.
A proximidade de Google e os veículos tradicionais coincide com o crescente questionamento quanto aos direitos autorais.
Por outro lado, Robert Thomson, editor-executivo do “Wall Street Journal”, de Rupert Murdoch, adiantou o projeto em desenvolvimento na News Corp. para o futuro dos jornais, em entrevistas a Reuters e “Financial Times”.
Diz que vem aí um “sofisticado serviço de micropagamentos” para “quando tivermos seus dados, seremos capazes de cobrar segundo o que você lê, em especial, um alto preço por material especializado” (se sobre energia, commodities e gestão de fortunas).
Anuncia também “entrar em cada uma das grandes cidades” dos EUA, por ver “oportunidade” no enfraquecimento e fechamento dos jornais locais. Já iniciou campanha de marketing em Detroit e San Francisco.
Sobre o debate “novas e velhas mídias”, o Arena publica a série “O futuro da mídia: blogs ou impressos” - debate entre dois intelectuais de mídia, publicada em “Prospect.org”.
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