Alstom/PSDB: conta de propina, atribuída a tesoureiro tucano, é bloqueada
O Ministério Publico da Suíça tem indícios de que a conta que recebeu propina de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2 milhões, pelo câmbio atual) da Alstom era de Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, apurou Mario Cesar Carvalho, hoje, na “Folha de S.Paulo”. A movimentação foi bloqueada.
Marinho é suspeito de ter ajudado a Alstom a conseguir contrato de R$ 110 milhões, em 1998, no governo de Mario Covas (PSDB), quando até 1997 era chefe da Casa Civil.
Antes, porém, durante a campanha de Covas, Marinho foi tesoureiro da campanha ao governo de São Paulo. Depois, foi indicado pelo PSDB a vaga no TCE.
A Alstom é investigada na Suíça, na França e no Brasil sob suspeita de ter pago milhões de dólares em propina a políticos da América Latina e da Ásia. No Brasil, as propinas seriam pagas a políticos do PSDB.
Robson Marinho nega que tenha conta na Suíça. Diz que está “sofrendo um processo leviano de insinuações sem fundamento”. “Quem acusa que prove”, diz.
HISTÓRICO
Em maio de 2008, o “Wall Street Journal” revela que o Ministério Público da França e o da Suíça investigam suspeia de que a Alstom teria pago U$ 6,8 milhões a políticos do PSDB para ganhar licitação de US$ 45 milhões do Metrô de SP.
Em seguida, o Procuradoria de SP também passa a investigar as irregularidades de contratos da Alstom e o governo tucano. Polícia Federal e Ministério Público entram no caso.
O Arena já publicou sobre Alstom/PSDB:
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Ombudsman da ‘Folha’ admite constrangimento por ‘WSJ’;
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