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Por Wagner Lemos
Apesar da ausência da letra “S”, é um protesto de estudantes da UnB (Universidade de Brasília) contra a permanência de José Sarney (PMSB-AP) na presidência do Senado tem visibilidade na imprensa.
Seguranças do Senado apreenderam pertences, inclusive a camisa com a letra “S”.

Opinião
“Os problemas do Brasil é culpa minha e sua”
A permanência de Saney à frente do Senado é mais uma demonstração de que alguns políticos, considerados representantes da população, não dão a mínima para os eleitores.
Sob o pretexto de que serão absolvidos “pelas urnas” eles se recusam a deixar o poder. Foi assim com Renan Calheiros (PMDB-AL), então presidente do Senado, que renunciou para não ser cassado e perder os direitos políticos. Foi assim com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcante (PP-PE), que foi eleito prefeito da cidade pernambucana de João Alfredo, em 2008, após renunciar ao cargo de presidente da Câmara.
O fato de o presidente Lula ser aliado dos três “homens públicos” não influi na ascenção popular. Enquanto lutamos para uma reforma política na qual candidatos a cargos públicos não tenham problemas judiciais, parlamentares aprovam – “no calar da noite” – projetos que beneficiam a eles próprios.
O erro não está no presidente Lula, quando defende Renan, Sarney, Jader Barbalho, Severino ou outro qualquer parlamentar envolvido em escândalo. Não está na oposição e tão pouco nos “aloprados”. O erro é meu, é seu. Nós, eleitores, somos os culpados pelas mordomias, pelos 663 atos secretos e pelos sucessivos retornos de políticos, considerados não aptos a ocupar cargo público em qualquer outro país, menos no Brasil.
lamentável é o meu, o seu, o nosso estado de estagnação política. Assistimos a tudo como se fosse uma novela das oito. Onde estão os “caras pintadas” que deixaram de protestar quando Fernando Collor de Mello (PTB-AL) chegou ao Senado?
Os problemas do Brasil é culpa minha e sua. A chance de mudar tudo é em 2010.
Pior é que a solução não é Sarney deixar a presidência do Senado. Como fez Renan que também deixou a presidência quando se viu em apuros, tudo permanece como está.
É preciso de um Senado e uma Câmara novos, a exceção de um ou outro congressista.
Não lembro exatamente quem foi o político que disse, mas nosso Congresso é nosso retrato em maior ou menor grau.