Sarney diz que ‘O Estado de S.Paulo’ o persegue
O presidente do Senado, para o encerramento dos trabalhos lesgislativos no semestre, listou 40 medidas tomadas sob sua gestão. Lembrou desde a “economia de R$ 10 milhões” nos primeiros contratos de fornecimento de mão de obra até a anulação ”de 663 atos administrativos a que não fora dada a devida publicidade”.
José Sarney aproveitou e lamentou a suposta “campanha pessoal [do 'Estado de S.Paulo'] contra mim, obrigando os outros jornais e televisão a repercuti-la”. De fato todas as denúncias saíam primeiro no jornal, depois ganhavam outros veículos.
“Infelizmente disputas políticas se confundiram com a nossa administração”, disse. “Esta é a terceira vez que exerço a Presidência do Senado Federal. Nas três vezes encontrei o Senado em meio a crises. Reergui-o. Os que já estavam aqui são testemunhas de que o deixei, de cada vez, no lugar que é seu por definição, superados os problemas anteriores”.
Sarney disse estar construindo um novo Senado. “Não tenham dúvida que este é, também desta vez, o meu objetivo. Os desafios, a carga de trabalho, os insultos, as ameaças não me amedrontam. Estamos construindo um novo Senado”.
E encerrou citando o filósofo romano Lucius Aneu Séneca: “as grandes injustiças só podem ser combatidas com o silêncio, a paciência e o tempo”.