Apenas “Globo e “SBT” são legais, diz diretor

2009 Agosto 27
by wagnerlemos

Por Wagner Lemos

O diretor geral do SBT, Guilherme Stoliar, afirmou em evento com jornalistas no dia 19 deste mês que “vender horário na Tv para terceiros é ilegal”.

“Vender horário seja para igreja, seja para programa de vendas, é contra a lei. Pergunte ao ministério (das Comunicações). Todas as TVs que fazem isso estão ferindo a lei”, declarou.

Para Guilherme apenas o “SBT” e a “Globo” estão cumprindo a lei, pois não vendem horários para produções independentes e que é difícil competir com uma emissora que tem como fonte supostas receitas generosas, segundo Oooops.

O outro lado:

Os citados, Ministério das Comunicações e Tv “Band” ainda não se manifestaram sobre a questão. Já a “Record” rebateu as críticas do diretor divulgando uma nota no mesmo dia  confirmando ter como cliente a Igreja Universal do Reino de Deus.

Para a emissora, só em 2008, contribuiu com R$120 milhões de reais em impostos, taxas e contribuições.

“Como empresa, somente no ano de 2008 a Record contribuiu com mais de 120 milhões de reais em impostos, taxas e contribuições. Atualmente, gera mais de 11 mil empregos diretos em todo o país, incentiva a cultura, apoia e realiza obras sociais e investe em novos conteúdos e programas sempre em busca de contribuir para o desenvolvimento de nosso país”.

A nota também explica como funciona o negócio entre IURD e “Record”, além de acusar a concorrente:

“ No momento, a IURD adquire contratualmente, através de cessão de horário, durante as madrugadas, aproximadamente 180 horas de programação mensal na Rede Record, com cobertura nacional; 150 horas mensais na Record Internacional, que está disponível em mais de 150 países; inserções comerciais durante o dia na programação da Record. E ainda, 180 horas de programação na Rádio Record AM”.

 ”Algumas publicações tentam comparar esta negociação com o faturamento comercial de nossa principal concorrente durante a madrugada. Mas esquecem de apontar que nossa concorrente, segundo a imprensa, comercializaria breaks comerciais de aproximadamente 3 minutos por hora entre uma e sete da manhã, e que, segundo as especulações, poderia faturar com isso 50 mil reais por hora. Enquanto o nosso contrato disponibiliza o grande volume de inserções previstas no item anterior. Vale ressaltar que outras redes de televisão também comercializam espaços na madrugada, durante o dia e até o chamado horário nobre para igrejas que divulgam ali mensagens e trabalhos sociais”.

Não ha comentários

Deixe uma resposta

Note: You can use basic XHTML in your comments. Your email address will never be published.

Assine o feed destes comentários via RSS