Arquivo da categoria: Mídia

São, sim!, autores intelectuais do atentado na Noruega

São, sim!, autores intelectuais do atentado na Noruega.

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Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 19,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 4 navios.

 

Em 2010, escreveu 89 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 760 artigos. Fez upload de 14 imagens, ocupando um total de 998kb. Isso equivale a cerca de uma imagem por mês.

The busiest day of the year was 19 de abril with 978 views. The most popular post that day was O que é classe média?.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram undefined, blogdocampbell.com.br, blogs.abril.com.br, google.com.br e search.conduit.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por globo, dilma, edir macedo, politica e hugo chaves

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

O que é classe média? agosto, 2008
18 comentários

2

Globo diz que acusações da Record são “agressões gratuitas agosto, 2009
4 comentários

3

Globo, Band e Record ganham direito de transmissão da Olimpíada 2016 agosto, 2009
9 comentários

4

Dilma defende modelo norueguês para o pré-sal agosto, 2008
8 comentários

5

Pré-sal: veja como votaram os deputados do RJ março, 2010
6 comentários

Serra só responde o que quer

Por Nonato Viegas

O governo Lula financia “blogs sujos para patrulhamento de jornalistas” e usa dinheiro público para custear conferências que propõem a restrição da liberdade de imprensa.

A opinião é do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, para quem o governo federal apoia o cerceamento da liberdade de imprensa e de informação.

“Lula investe diariamente no desequilíbrio do jogo. Boa parte desta estratégia não deixa de ser alimentada por recursos públicos. Boa parte desses blogs sujos são mantidos com recursos dessa TV Brasil, que não foi feita para ter audiência, mas para criar empregos na área de jornalismo e servir de instrumento de poder para um partido.”

No entanto, quando desceu da tribuna, não quis responder aos jornalistas.  Serra se recusou a responder perguntas de jornalistas sobre a suposta falta de oposição no Brasil e sobre quais são os blogs sujos a que se referira. “Alguma outra pergunta?”, limitou-se a dizer cada uma das três vezes em que foram feitos questionamentos incômodos a ele.

As declarações foram dadas no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela ANJ (Associação Nacional de Jornais), grupo comandado donos dos maiores jornais brasileiros.

Dilma também foi convidada. Falou por meia hora, três horas após o candidato tucano.

Armando Nogueira, um sedutor irresistível

Por Eliakim Araújo, do Direto da Redação

Como jornalista, Armando Nogueira foi um excelente poeta e um prosista de texto refinado. Entrou no jornalismo da TV Globo em 1966, quando o golpe militar estava ainda fresquinho, e lá ficou até 1990, quando o novo presidente, Fernando Collor, convenceu Roberto Marinho a promover Alberico Souza Cruz ao posto máximo do jornalismo global, não que tivesse qualquer objeção a Armando, simplesmente porque precisava premiar o amigo Alberico que teve participação decisiva na edição do debate presidencial e ainda palpitou nos programas especiais que transformaram Collor no indômito “caçador de marajás”.

Armando não foi demitido, pior que isso, sofreu uma “capitis diminutio”. Foi “promovido” a assessor especial da presidência, o que a plebe chama carinhosamente de “aspone”. Dedicou-se então ao jornalismo esportivo, onde, aí sim, foi um verdadeiro mestre da palavra escrita e falada. Fui revê-lo anos mais tarde apresentando um programa de esportes num dos inúmeros canais a cabo da Globo.

De Armando, pessoalmente, guardo duas passagens. Eu estava há menos de um ano à frente do Jornal da Globo quando cruzamos no corredor onde ficava a redação do Globo Repórter. Ele me parou e disse: “olha, eu quero te cumprimentar porque desde Heron Domingues não aparecia aqui um apresentador como a mesma naturalidade dele”. Heron era o ícone de toda uma geração de telejornalistas e ser comparado a ele era um elogio e tanto que elevou meu ego às alturas. Hoje, honestamente, não sei se foi sincero ou apenas uma frase de efeito com a qual seduzia todos que estavam entrando no império global.

Doutra feita, estava eu no Eng, a sala da técnica que comanda a transmissão dos telejornais, quando alguém me chamou ao telefone. Era o Armando: “Tenho uma boa notícia para lhe dar, a partir de agora você vai passar a ganhar cinco mil cruzeiros por mês”. Entre surpreso e curioso, rebati de primeira: “e o que é que vocês vão querer em troca?” Armando ficou visivelmente decepcionado com minha reação, esperava talvez um emocionado agradecimento de quem ganhava dois mil cruzeiros. Ora, pensei naquele momento, onde já se viu um patrão mais que dobrar o salário do empregado sem um motivo especial? Depois se esclareceu que eu, e todos os demais apresentadores, perdiam ali o status de funcionários da Globo e passavam a Pessoa Jurídica com contrato de firma. Na época uma novidade, hoje uma prática comum no mercado televisivo.

Mas apesar de todas as virtudes de Armando, cantadas em prosa e verso nos depoimentos de personalidades das artes, da política e do jornalismo, não dá pra esquecer que ele esteve à frente do jornalismo mais comprometido do Brasil: o que foi praticado pela Globo durante os anos da ditadura militar. O JN era conhecido como “o porta-voz do regime”. As ordens que emanavam dos governos militares eram obedecidas sem questionamento. Não me lembro, sinceramente, de ter visto por parte dos profissionais da Globo alguma tentativa de desobediência ou de driblar a censura, como fez por exemplo o Jornal do Brasil, que saiu com aquela capa histórica no dia seguinte à decretação do AI-5, 13 de dezembro de 68, iludindo os militares fardados que ocuparam as redações assim que terminou a leitura do ato discricionário.

Eu estava na TV Globo durante o primeiro mandato de Leonel Brizola à frente do governo do Estado do Rio. Entrei em maio de 83, pouco depois da posse do novo governo, e o jornalismo da Globo passava por uma grave crise de credibilidade, com seus repórteres e carros ameaçados nas ruas pela população. Pesava sobre a emissora a acusação de, junto com a Proconsult, empresa contratada pelo TRE para apurar os votos da eleição direta para governador do Estado, em 1982, tentar fraudar o resultado para dar a vitória a Moreira Franco, o candidato do regime militar, apoiado pela família Marinho. Por engano ou má-fé, a emissora divulgava números que não refletiam a verdade da apuração.

Em 1984, no episódio das Diretas Já, onde atuei como narrador em off no comício da Candelária, no Rio, a postura da Globo foi a de ignorar por completo os movimentos populares que cresciam em todo país. Mas não bastava ignorar, era proibido usar a palavra “diretas” em qualquer situação, mesmo como notícia, contra ou a favor. Até que a pressão popular tornou-se irresístivel e a emissora foi obrigada a render-se ao apelo da população brasileira.

Em 1989, no segundo e último debate entre Collor e Lula nos estúdios da TV Bandeirantes, no Morumbi, quando eu tinha acabado de deixar a Globo e estava lá representando a Manchete, observei que Lula estava visivelmente cansado e abatido. Além do esforço da reta final da campanha, ele tinha sido acusado no programa de Collor por uma ex-namorada, Mirian, de tentar convencê-la a abortar uma criança (a filha dele, Lurian). Depois se soube que a estratégia (financeira) de colocar a enfermeira Mirian no foco da mídia a três dias da votação partiu de Leopoldo, o irmão de Collor e muito amigo dos Marinho. A família Collor é dona da emissora que retransmite a programação da Globo em Alagoas. Toda essa lembrança histórica é para dizer que Lula foi mal naquele segundo debate, mesmo assim a Globo, na edição da matéria, destacou os melhores momentos de Collor e os piores de Lula.

Os que têm boa memória hão de se lembrar da severa campanha do Jornal Nacional contra o então ministro da Justiça do governo Figueiredo, Ibrahim Abi-Ackel, que ousou impedir a liberação de uma carga de equipamentos supostamente contrabandeados destinados à TV Globo. Durante várias edições, o JN acusou o ministro de envolvimento no contrabando de pedras preciosas, no qual Abi-Ackel não teve, comprovou-se depois, nenhuma participação. Mas pouca gente lembra disso. É provável até que os jovens executivos da Globo “desconheçam” o fato ou, se souberem, contem uma história diferente.

Armando Nogueira estava à frente do jornalismo em todos esses episódios nebulosos que narrei com absoluta fidelidade. De uma maneira ou de outra compactuou com esse tipo de jornalismo corporativo e subserviente.

Talvez tenha faltado em Armando a coragem de assumir sua responsabilidade como diretor de jornalismo da Globo que notoriamente era o braço da ditadura militar na mídia. Sua memória estaria resgatada para sempre se um dia ele tivesse contado toda a verdade, que apenas cumpria ordens que vinham do oitavo andar, mais precisamente da sala do Doutor Roberto. Armando, como eu e todos os que trabalharam na emissora nos anos de chumbo, fomos cúmplices do regime. Uns por total desinteresse político, outros por opção ideológica, outros ainda por necessidade profissional.

Deixo aqui minha homenagem ao Armando Nogueira, poeta, cronista e escritor de texto sensível. E um adjetivo que ainda não ouvi nos inúmeros depoimentos sobre ele: um sedutor irresistível.

Agora é possível?

Por Nonato Viegas

Depois de dizer, em agosto do ano passado “Lula não fará um sucessor”, Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, diz não acreditar “que disse aquilo”, diante do crescimento de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas.

“Veja”, via Oscar Cabral, chegou a dizer que “Montenegro faz uma análise que o consagrará se acertar”. Agora, ao iG, por Tales Faria, diz que “deve haver algum engano [ao que disse]”.

À época, o dono do Ibope, no “Coisas de Política” do “Jornal do Brasil, falou também: “Tudo indica que Dilma Rousseff chegará ao final da campanha com cerca de 15% a 17% dos votos. O favorito continua sendo o governador de São Paulo, José Serra (PSDB)”.

Montenegro continuou: “E, se ninguém mais se projetar, é grande o risco de a eleição ser decidida no primeiro turno. O Ciro Gomes (PSB), por exemplo, sai com 14%, mas pode acabar com 6%, 5%, 4%.”

Leia mais:

Manipulação na pesquisa do Ibope?

Ibope diverge de outros institutos

“JN” esconde crescimento de Dilma

Por Nonato Viegas

O “Jornal Nacional”, da TV Globo, não deu na escalada o crescimento de Dilma Rousseff (PT) na pesquisa CNI/Ibope de intenção de voto. Record e Band deram.

No entanto, Dilma ganhou sites por todo o dia. O IG chegou a dizer que “Dilma dispara e Serra cai”, mas, segundo Nelson de Sá, mudou depois para “Cai diferença”.

E, ainda de Nelson de Sá:

Anteontem na capa do “Globo”, em campanha pelos royalties, “Serra não comenta porque soube pelos jornais”. Ontem no Panorama Político do “Globo”, o vice de Sérgio Cabral saiu ameaçando que Serra, que já “está marcado por ter tirado o ICMS do Rio”, agora “ficou marcado por não ter colocado a bancada dele para ajudar o Rio”.

Cabral sabe que Rio não perderá royalties

Por Nonato Viegas

Desde terça-feira (16), o Arena informa que Lula veterá a emenda Ibsen, caso passe pelo Senado. Hoje (17), o IG informa que Cabral sabe disso, como o Arena especulou ontem também, já que a informação circula por Brasília.

Apesar de saber, o governador Sergio Cabral (PMDB) mantém o tom de indignação, com expressões como linchamento”, “massacre” e “violência” contra o Rio.

Para inflar a passeata “Contra a covardia”, Cabral ofereceu até comida, além de shows de funk e ponto facultativo, aos manifestantes.

Leia mais no Arena:

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Contra incompetência, Cabral não pode falhar