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São, sim!, autores intelectuais do atentado na Noruega

São, sim!, autores intelectuais do atentado na Noruega.

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Onde você guarda seus ismos?

Dezembro de 2004. Organizações da sociedade civil lançam a campanha “Onde você guarda seu racismo”. Objetivos: denunciar situações cotidianas de discriminação racial e revelar que mesmo aqueles que não se enxergavam racistas acabam por reproduzi-lo.

Novembro de 2010. Dilma Rousseff (PT) é eleita presidenta. A pergunta é ainda mais pertinente. Mas adaptaria: Onde você guarda seus ismos – sexismo, racismo, sectarismo?

Uma estudante de Direito mobilizou o Twitter contra – pasme! – o direito de voto dos nordestinos, que, para ela, deveriam ser mortos. Ela nos considera ignorantes. A estudante, de São Paulo, também reclamara que contabilizar o voto do Nordeste significa afundar o “país de quem trabalha para sustentar os filhos dos vagabundos que ganham a Bolsa 171”. Sectarismo social e regional.

Não existe o que alguns chamam de democracia racial, social, sexual e comportamental, no Brasil. O que existe é preconceito velado, acentuado pela cordialidade. Em “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Hollanda define o brasileiro como “homem cordial”, que, na opinião do antropólogo Roberto Damatta, é – grosso modo – apenas homem de interesse.

Nesse sentido, ainda não vivemos num país tolerante, que respeita e vê com bons olhos a diversidade. Vivemos num país que vê na cordialidade uma forma de se dar bem. É um país que introverte os próprios preconceitos, que, quase sempre, só vêm à luz quando termina a possibilidade do “ganhar em cima”. Dispensável dizer, preconceito é fruto de ignorância.

Volto à estudante de Direito para lembrá-la, não custa, que são filhos do Nordeste Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz, Castro Alves, Aluísio de Azevedo, José de Alencar, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado – só para citar alguns dos grandes da literatura.

Para sair das amarras do preconceito rumo à valorização da diversidade é preciso se perguntar: onde está guardado os meus “ismos”?

Diocese de Bento 16 recebe “tsunami” de denúncias

Por Nonato Viegas

A arquidiocese alemã de Munique – que entre 1997 e 1982 foi presidida pelo hoje papa Bento 16 – está recebendo um “tsunami” de denuncias de abuso de menores praticados por membros da igreja, reveleu ontem a chefe da força-tarefa criada para previnir novos casos, Elke Huemmeler.

Diz Huemmeler que são 120 relatos, só nas últimas duas semanas.

Em 1980 um padre foi transferido, com o endosso de Bento 16 – então cardeal Joseph Ratzinger – para Monique, onde trabalharia com crianças, mesmo sendo suspeito de ter comitido abusos na cidade de Essen.

A arquidiocese diz que a decisão foi tomada por um auxiliar.

Os casos em Munique somam-se a diversos outros registrados em países europeus nas últimas semanas. Bento 16 divulga hoje carta aos fiéis na qual pedirá desculpas pelos abusos contra crianças.

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Pedofilia: fim do silêncio do Vaticano?

Pedofilia: fim do silêncio do Vaticano?

(Análise)

Por Catherine Joualt, do Vaticano, para “France Presse”

A “Carta Pastoral” de Bento 16 aos irlandeses – que o Vaticano divulgará no sábado (20) – representa o primeiro documento escrito por um papa sobre a pedofilia e confirma a vontade da igreja, nesta última década, de quebrar a barreira do silêncio, sustentam os vaticanistas.

A política do silêncio, aplicada durante décadas pelo Vaticano, foi acatada inclusive pelo então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento 16, segundo denúncias da imprensa alemã que o acusam de ter hospedado, em 1980, em sua diocese de Munique, um sacerdote com antecedentes de abusos a crianças, para ser submetido à terapia.

O religioso foi transferido depois a uma paróquia sem que Ratzinger, a maior autoridade local, tenha sido informado, e voltou a transgredir.

O caso ilustra a atitude da hierarquia católica até que explodiram, em 2000, numerosos e graves escândalos de pedofilia nos Estados Unidos.

Em 2001, João Paulo 2º publicou um documento especial, um “motu propio”, qualificando o comportamento de “crime grave”, iniciando, assim, a ruptura com o passado.

O documento papal havia sido elaborado pelo então cardeal e teólogo Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Entre as medidas adotadas e comunicadas pelo Vaticano estava a de convidar os bispos a afastarem imediatamente os padres denunciados por pedofilia.

“Nos últimos 15 anos vem sendo vivenciada uma verdadeira revolução na igreja”, explicou à AFP o vaticanista Marco Politi.

“A mudança é tão importante, que até o papa, hoje em dia, pede que se denunciem os casos”, acrescentou.

“Bento 16 arremeteu contra o fenômeno desde o início de seu pontificado, em 2005, quando ordenou ao padre mexicano Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, que deixasse as celebrações religosas em público, depois de ter sido alvo de múltiplas acusações por abuso a menores seminaristas”, recorda John Allen, especialista americano em assuntos do Vaticano.

“O pontífice também se encontrou com as vítimas, durante viagens aos Estados Unidos e à Austrália”, destaca.

Casos

Os casos de pedofilia cometidos por padres aumentam a cada dia e afetam vários países e numerosas instituições que educam milhões de jovens em todo o mundo.

O desafio é também financeiro. A igreja americana pagou, em 2008, US$ 436 milhões em indenizações.

“A hierarquia da igreja está consciente, agora, de que não se pode guardar silêncio nem limitar-se a transferir o sacerdote culpado, sob o risco de cometer novas atrocidades”, sustenta outro especialista, Sandro Magister, na revista italiana “L’Espresso”.

Para o bispo italiano de Alessandria, Giuseppe Versaldi, “graças ao rigor” de Bento 16, as conferências episcopais de todo o mundo não temem que cheguem à luz as denúncias, colaborando com as autoridades penais para que os “culpados sejam punidos”.

“A carta aos católicos irlandeses será o primeiro documento oficial de um papa sobre a pedofilia na sociedade contemporânea”, destaca Marco Politi.

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Papa nega ser cúmplica de padres pedófilos

Papa nega ser cúmplice de padres pedófilos

Por Wagner Lemos

O papa Bento 16 admitirá em carta dirigida aos católicos irlandeses erros nas crescentes denúncias de abusos sexuais cometidos por padres. No entanto, negará que a Igreja seja cúmplice.

Bento 16 frisará que o Vaticano sempre condenou esse tipo de comportamento (pedofilia).

De acordo com “O Globo”, há cerca de 400 mil religiosos no mundo. Desses, o Vaticano pesquisou e encontrou cerca de 3 mil casos de padres supostamente envolvidos em escândalos de pedofilia.

A Rádio Vaticana vem abordando o assunto sem censura e sacerdotes também expressam suas revoltas em editoriais.

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Pedofilia: fim do silência do Vaticano?

Ibsen Pinheiro, o inimigo público número 1 do Rio

Por Wagner Lemos

O deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), autor da emenda que redistribui os royalties do petróleo, é o inimigo público número 1, diz o vereador Carlos Bencardino (PRDB).

O político chega a propor que a medalha Pedro Hernesto, maior comenda da Câmara Municipal do Rio, dada a Ibsen em 1993, seja cassada, informa “O Globo“.

Há poucos dias a proposta foi aprovada pela Câmara Federal e pode tirar milhões dos cofres do Estado do Rio.

Ibsen é jornalista, advogado e político. Nasceu na cidade de São Borja, em 5 de julho de 1935. Em sua carreira política defendeu a lei de reserva de mercado, sendo considerado pelos adversários como protecionista.

Em 1994, Ibsen teve seu mandato cassado pela CPI que investigou as irregularidades no Orçamento da União. Num erro histórico e irresponsável, a “Veja” o acusou de participar do escândalo conhecido como os Anões do Orçamento. Após o escândalo, ficou afastado da vida política por 8 anos.

A “IstoÉ” foi quem descobriu o erro da “Veja”.

A  revista confundiu -e não apurou- mil com um milhão reais na conta bancária de Ibsen.

Em 2000, o STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou o processo.

Após quatro anos, o deputado retornou à vida pública, elegendo-se como vereador de Porto Alegre. Em 2006 foi eleito deputado federal.

Apesar de ser considerado aliado de Lula, é o autor da emenda que prejudica o Rio.

Procurado pelo Arena, o deputado não respondeu até o fechamento deste post.

Imprensa carioca blinda Cabral

Por Wagner Lemos

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), editou em junho do ano passado o polêmico decreto 41.921, que alterou a legislação da Área de Proteção Ambiental na Baía de Ilha Grande, favorecendo o apresentador da TV Globo Luciano Huck.

Huck foi alvo, segundo o “Estado de S. Paulo, de ação civil pública movida pelo município de Angra dos Reis por supostos danos ambientais e construções irregulares em sua casa de veraneio.

A revolta dos ambientalistas -que apelidaram o decreto de “Lei do Luciano Huck”- é por conta de o apresentador ter sido defendido pelo escritório de direito Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados, do qual Adriana Ancelmo Cabral, mulher do governador, é sócia.

O diário repercutiu -e muito- o caso, no entanto, os jornais cariocas -“O Globo”, “Extra” (das Organizações Globo), “O Dia” e “Jornal do Brasil”- não deram o mesmo espaço dado pelo jornal paulista. Apenas o blog do Noblat publicou uma nota sobre o caso.

Há dois meses o “Estado de S. Paulo” procurou o governo do Estado, e a assessoria passou o caso para o Inea (Instituto Estadual do Meio Ambiente), alegando que o governador estava na Inglaterra.

A assessoria de Huck alegara não saber que a primeira-dama era a sócia do escritório. Disse não ter conhecimento, até ser procurada pela reportagem.

“Não tínhamos conhecimento, até o momento, de que a primeira-dama do Rio de Janeiro era sócia desse escritório”.

O deputado Alessandro Molon (PT) vê “suspeição” e quer investigar o decreto assinado por Cabral. Outra polêmica é a ligação entre a mulher de cabral e a concessionária Metrô-Rio, também cliente de Adriana.

“Vou pedir para que o Ministério Público Estadual investigue o caso e tome as providências que julgar apropriadas em relação à denúncia, que coloca o decreto sob suspeição”, afirmou ao “Estadão” há quase dois meses o deputado Molon.

No entanto, Molon é da base aliada do governo Cabral.

Atualizado em 17/3/2010, às 17h24: Luciana Conti, assessora de imprensa do deputado, informa que Molon encaminhou uma representação no dia 2 de fevereiro ao procurador-geral de Justiça do Rio, Cláudio Soares Lopes.

Conti diz também que o fato de pertencer à base aliada do governo Cabral não “o tem impedido de ter atuação independente na Alerj” (Assembleia Legistativa do RJ). Leia na íntegra ao lado, na seção “Comentários”.

Até o fechamento deste post, o Arena não havia localizado o governador e Luciano Huck para que comentassem.