Arquivo da tag: Lula

Serra só responde o que quer

Por Nonato Viegas

O governo Lula financia “blogs sujos para patrulhamento de jornalistas” e usa dinheiro público para custear conferências que propõem a restrição da liberdade de imprensa.

A opinião é do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, para quem o governo federal apoia o cerceamento da liberdade de imprensa e de informação.

“Lula investe diariamente no desequilíbrio do jogo. Boa parte desta estratégia não deixa de ser alimentada por recursos públicos. Boa parte desses blogs sujos são mantidos com recursos dessa TV Brasil, que não foi feita para ter audiência, mas para criar empregos na área de jornalismo e servir de instrumento de poder para um partido.”

No entanto, quando desceu da tribuna, não quis responder aos jornalistas.  Serra se recusou a responder perguntas de jornalistas sobre a suposta falta de oposição no Brasil e sobre quais são os blogs sujos a que se referira. “Alguma outra pergunta?”, limitou-se a dizer cada uma das três vezes em que foram feitos questionamentos incômodos a ele.

As declarações foram dadas no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela ANJ (Associação Nacional de Jornais), grupo comandado donos dos maiores jornais brasileiros.

Dilma também foi convidada. Falou por meia hora, três horas após o candidato tucano.

Veja a lista de políticos com perfil no Twitter

Por Wagner Lemos

Do jornal “O Globo” a lista dos políticos que possuem perfil no Twitter.

Com as eleições, prevê, a utilização da rede na disputa vai crescer de acordo com a preferência do eleitor.

O destaque é a falta do perfil da candidata do PT, Dilma Rousseff.

Confira a lista:

Perfis dos prováveis candidatos à Presidência:

José Serra (PSDB) – @joseserra_

Marina Silva (PV) – @silva_marina

Ciro Gomes (PSB) – @ciroFgomes

Prováveis candidatos ao governo do Rio:

Fernando Gabeira (PV) – @gabeiracombr

Anthony Garotinho (PR) – @ blogdogarotinho

Prováveis candidatos ao governo de São Paulo:

Geraldo Alckmin (PSDB) – @geraldoalckmin_

Paulo Maluf (PP) – @paulosalimmaluf

Paulo Skaf (PSB) – @paulo_skaf

Eduardo Suplicy – @esuplicy

Prováveis candidatos ao governo de Minas Gerais:

Patrus Ananias (PT) – @ MinistroPatrus

Fernando Pimentel (PT) – @pimentelminas

Prováveis candidatos ao governo da Bahia:

Jaques Wagner (PT) – @imprensawagner

Geddel Vieira Lima (PMDB) – @geddel_

Paulo Souto (DEM) – @Paulo_Souto

Prováveis candidatos ao governo do Rio Grande do Sul:

Yeda Crusius (PSDB) – @blogdayeda

Beto Albuquerque (PSB) – @BetoAlbuquerque

Provável candidato ao governo do Distrito Federal:

Cristovam Buarque (PDT) – @Sen_Cristovam

Possíveis candidatos ao governo do Paraná:

Beto Richa (PSDB) – @betoricha

Osmar Dias (PDT) – @osmar_dias

Álvaro Dias (PSDB) – @alvarodias_

Possíveis candidatos ao governo do Ceará:

Cid Gomes (PSB) – @cidfgomes

Tasso Jereissati (PSDB) – @Tassojer

Provável candidato ao governo de Pernambuco:

Humberto Costa (PT) – @humbertocostapt

Prováveis candidatos ao governo de Santa Catarina:

Ângela Amin (PP) – @angelaamin

Eduardo Pinho Moreira (PMDB) – @eduardopmoreira

Provável candidato ao governo de Mato Grosso do Sul:

Zeca do PT – @ZECADOPT

Provável candidato ao governo de Goiás:

Marconi Perillo (PSDB) – @marconiperillo

Provável candidato ao governo do Acre:

Tião Viana (PT) – @tiao_viana

Provável candidato ao governo do Espírito Santo:

Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB) – @lpvellozo

Prováveis candidatos ao Senado:

Aspásia Camargo (PV) – @aspasiacamargo

Aloizio Mercadante (PT) – @Mercadante

Marcelo Crivella (PRB) – @MCrivella

Tasso Jereissati (PSDB) – @Tassojer

Lindberg Farias (PT) – @Lindberg_Farias

Demóstenes Torres (DEM) – @demostenes_go

Efraim Moraes (DEM) – @sen_efraimpb

Agripino Maia (DEM) – @joseagripino

Cesar Maia (DEM) – @CesarMaia_

Rita Camata (PSDB) – @_ritacamata

Benedita da Silva (PT) – @blogdabenedita

Milton Temer (PSOL) – @miltontemer

Atuais deputados estaduais do Rio:

Ademir Melo (PSDB) – @DepAdemirMelo

Alessandro Molon (PT) – @alessandromolon

Altineu Côrtes (PR) – @altineu

André Corrêa (PPS) – @depandrecorrea

André do PV – @andredopv

Armando José (PSB) – @deputadoaj

Audir Santana (PSC) – @DrAudir

Cidinha Campos (PDT) – @cidinhacampos

Comte Bittencourt (PPS) – @ComtePPS

Domingos Brazão (PMDB) – @domingosbrazao

Fernando Gusmão (PC do B) – @DeputadoGusmao

Flávio Bolsonaro (PP) – @FlavioBolsonaro

Gilberto Palmares (PT) – @palmares_rj

João Pedro Figueira (DEM) – @DepJoaoPedro

Jorge Babu (Sem partido) – @jorgebabu

Jorge Picciani (PMDB) – @jorgepicciani

Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB) – @LuizPaulo_dep

Marcelo Freixo (PSOL) – @MarceloFreixo

Marcos Abrahão (PT) – @MAmarcosabrahao

Marcus Vinicius (PTB) – @DepMVinicius

Mário Marques (PSDB) – @DepMarioMarques

Noel de Carvalho (PMDB) – @noeldecarvalhoo

Paulo Melo (PMDB) @PauloMeloAcao

Paulo Ramos (PDT) – @pauloramos

Pedro Augusto (PMDB) – @pedrodatupi

Pedro Fernandes (PMDB) – @DepPFernandes

Roberto Dinamite (PMDB) – @rdinamite10

Rodrigo Dantas (DEM) – @RodrigoDantasRJ

Rogério Cabral (PSB) – @Rogerio_Cabral

Wagner Montes (PDT) – @depwagnermontes

Papel do Brasil no Oriente Médio

(Análise)

Por Clóvis Rossi, de Amã, para “Folha de S. Paulo”

A certo ponto da reunião de ontem da comitiva brasileira com o príncipe Hassan ibn Talal, tio do rei Abdullah 2º, da Jordânia, e com o chanceler Nasser Judeh, os próprios brasileiros trouxeram ao diálogo uma dúvida que é recorrente no Brasil, fora do governo: disseram que às vezes sentem-se como “intrusos” no processo de paz no Oriente Médio.

“É o tipo da intrusão que queremos”, responderam os dois jordanianos.
Resposta tranquilizadora para a ânsia com que o presidente Lula busca tornar-se parte do processo. Mera cortesia dos anfitriões, como de resto já havia acontecido em Israel e na Palestina, ou possibilidade real de participação?

Não há resposta definitiva por enquanto. Até porque o assessor diplomático de Lula, Marco Aurélio Garcia, deixa claro que só lá pelo meio do ano é que se terá uma visão mais clara de que participação o Brasil poderá ter e, assim mesmo, no futuro. Dificilmente será no governo Lula, aliás.

De todo modo, Marco Aurélio tem uma análise que é igual à que se faz em boa parte do mundo rico: “A crise dos grandes atores internacionais permite a emergência dos outros”.

O chanceler Celso Amorim também adota um grau de realismo sobre o papel do Brasil que o voluntarismo do presidente às vezes sobredimensiona. Diz que o papel do Brasil “não é o de vir com uma fórmula pronta” para resolver o conflito, mas o de contribuir com o que chama de “um novo olhar sobre o problema”.

“O ator fundamental continua sendo os Estados Unidos, mas tudo o que diz Washington desperta uma dada reação, ao passo que o Brasil não entra com uma bagagem de interesses estratégicos, militares e econômicos apenas para tentar melhorá-la”, diz Amorim.

Marco Aurélio reforça o realismo quando é lembrado pela “Folha” que, antes de sentar novos atores à mesa de negociações, como seria o Brasil, é preciso haver a mesa, o que não existe hoje. “Tem coisas que não dominamos”, admite.

Mas o Brasil não busca protagonismo apenas pela nobreza da causa da paz. “Não somos nem a Cruz Vermelha nem a Legião da Boa Vontade”, ironiza Marco Aurélio.

O Brasil quer igualmente fazer negócios, expandir seu comércio, ter suas empresas atuando globalmente, o que significa presença também no Oriente Médio, o que hoje é complicado pela instabilidade. “Não nos interessa uma situação degradada, que ameaça a paz internacional”, fecha o assessor da Presidência.

Magno Malta se diz indignado com Lula

Por Wagner Lemos

O senador Magno Malta (PR-ES) afirmou estar indignado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o “JB”, a revolta é por conta de uma suposta quebra de palavra. Lula teria se comprometido com os governadores do Rio e do Espírito Santo que os Estados não seriam prejudicados.

Rio e ES são produtores que poderão sofrer prejuízos milionários caso a emenda Ibsen seja aprovada também no Senado e o presidente sancione.

É possível que o STF julgue como inconstitucional as novas regras.

Disse Malta:

“Recebo com tristeza e envergonhado [as declarações], porque, quando a discussão começou, o presidente se comprometeu com os governadores Paulo Hartung [do Espírito Santo] e Sérgio Cabral [do Rio de Janeiro] que os estados produtores não seriam prejudicados. Não tenho ele [sic] como um mentiroso, mas, se o presidente não cumprir o que disse, terei uma grande decepção”.

Para Sergio Cabral (PMDB), no entanto, é “covardia” dizer que houve falta de empenho de Lula para mobilizar a base aliada contra a chamada emenda Ibsen.

“O presidente Lula se empenhou desde o início para chegarmos a um acordo sobre o pré-sal a ser licitado”, afirma. “Essa emenda Ibsen foi rejeitada na comissão especial. Ela não fez parte do relatório do deputado Henrique Eduardo Alves e foi rejeitada. Estava tudo certo para cumprir o acordo no plenário”.

Ainda para o governador do Rio, o “presidente Lula não pode responder pelo erro de um grupo de parlamentares” que “muda completamente um acordo feito e votado na comissão especial”.

Arena apurou que o presidente Lula vetará a proposta, caso seja aprovada.

Serra não é contra a emenda Ibsen, diz deputado

Por Wagner Lemos

De acordo com o deputado do PC do B Edmílson Valentin, José Serra (PSDB) é favorável a emenda Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) que propõe um corte milionário nos royalties do petróleo para os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Como economista, Serra teria  se calado para  beneficiar a cidade de São Paulo. Apenas após a aprovação na Câmara Federal, o pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto se posicionou contrário à emenda.

“Não houve ingenuidade”

“Serra é economista, é do ramo. Quando apresentou a emenda, ele sabia que São Paulo, como maior consumidor de energia elétrica e derivados de petróleo, teria compensação financeira forte. Da parte dele, não houve ingenuidade”, afirmou.

Segundo o “JB”, o deputado Miro Teixeira se disse “preocupado” com a possível quebra do pacto federativo.

“Estou preocupado com a integridade da federação, que está quebrada com a violência empregada pela Câmara. Foram 25 estados contra dois”, lamenta Miro Teixeira, lembrando que os deputados optaram por retirar do Rio recursos já comprometidos em contratos e receitas.

Brasil diminui favelados, mundo aumenta

Por Nonato Viegas

O Brasil diminuiu o número de favelados em 16% nos últimos 10 anos – sete dos quais no governo Lula. Ao todo, 10,4 milhões de pessoas saíram das favelas.

Já que os moram em habitações precárias diminuiu de 31,5% para 26,4%. Os motivos: adoção de políticas econômicas e sociais, diminuição da taxa de natalidade e migração do campo para a cidade.

As conclusões estão no relatório “State of the World’s Cities 2010/2011”, produzido pelas Nações Unidas (ONU).

Em todo o mundo, houve aumento no número de favelados: de 776,7 milhões foi para 827,6 milhões em uma década.

Na semana que vem, o Rio será sede do V Fórum Urbano Mundial, entre os dias 22 e 26. Com tema “O Direito à Cidade: Unindo o Urbano Dividido”, o evento da ONU visa analisar os desafios da rápida urbanização e seus impactos na sociedade.

Economia corre mais do que as pernas

(Análise)

Por Vinícius Torres Freire, para a “Folha de S. Paulo”

O país está criando tantos empregos formais quanto nos meses que antecederam o soco da crise mundial, em setembro de 2008. Era o momento em que a economia crescia quase 7% ao ano.

Uma estimativa do crescimento para o PIB do primeiro trimestre de 2010 por ora indica que a economia cresceu no mesmo ritmo do final do ano passado. Isto é, 2% em relação ao trimestre anterior, o que dá um ritmo anual de 8%. É forte.

Um dos institutos de pesquisa econômica até agora mais pessimistas com o Brasil, a EIU, revisou de 4,8% para 5,5% sua estimativa para o crescimento do PIB brasileiro em 2010, a ser divulgada hoje (a EIU faz parte do grupo que edita a revista “The Economist”). Note-se que os 5,5% da EIU ainda estão abaixo das projeções de bancões brasileiros, que andam por volta de 6%.

A economia brasileira está correndo mais do que o previsto pelo governo e até por aqueles ainda mais otimistas que o pessoal de Brasília.

A projeção de PIB disparado neste início de 2010 é do pessoal da pesquisa macroeconômica do Itaú Unibanco, liderado por Ilan Goldfajn, ex-diretor do Banco Central.

O dado completo mais recente dos economistas do banco é de janeiro.
Trata-se do PIBIU, um nome engraçado, como o de um passarinho. O PIBIU é a estimativa de uma espécie de PIB mensal. Mesmo a conta feita com dados fechados para o trimestre, do IBGE, costuma carecer de revisões, que dirá uma estimativa mensal, como o próprio pessoal do banco reconhece. Porém, há fumaça evidente em quase toda a economia.

Na média dos três meses contados até janeiro, o PIBIU registra a maior taxa de crescimento em 48 meses.

No relatório do Itaú Unibanco, assinado por Aurélio Bicalho, se diz: “Temos de admitir que a desaceleração da atividade que esperávamos para o primeiro trimestre não está acontecendo”. Os economistas acreditavam que, com a contenção dos gastos do governo e com o fim gradual das reduções de impostos (estímulo fiscal), seria difícil manter o ritmo forte do final de 2009.

A relativa desaceleração viria, pois, nos próximos trimestres, embora o pessoal do Itaú Unibanco admita que é difícil medir o efeito da redução do estímulo fiscal.

As dúvidas devem ter crescido com os dados do Caged, o registro oficial de contratados e demitidos, entre os que têm carteira assinada.

Nas contas dos economistas do Bradesco, liderados por Octavio de Barros, o país deve terminar o ano com um saldo de 1,8 milhão de empregos.

Atualmente, a economia contrata a um ritmo que, anualizado, daria em 2,5 milhões de empregos. Note-se que dezembro costuma ser mês de muita demissão. Logo, pelas contas do Bradesco, as empresas vão contratar bastante até outubro, pelo menos. Outubro, mês de eleição.

Os números sobre a confiança de empresários e consumidores estão em alta. Um indicador informal de apertos da indústria, o número de decibéis das queixas de empresários sobre juros e câmbio, está sob controle, digamos, quase quieto. As altas de juros do Banco Central começarão a ser sentidas apenas lá por setembro e outubro, se tanto.

Afora hipótese de catástrofe externa, o PIB vai crescer bem. Talvez, ressalte-se, até demais.