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Serra só responde o que quer

Por Nonato Viegas

O governo Lula financia “blogs sujos para patrulhamento de jornalistas” e usa dinheiro público para custear conferências que propõem a restrição da liberdade de imprensa.

A opinião é do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, para quem o governo federal apoia o cerceamento da liberdade de imprensa e de informação.

“Lula investe diariamente no desequilíbrio do jogo. Boa parte desta estratégia não deixa de ser alimentada por recursos públicos. Boa parte desses blogs sujos são mantidos com recursos dessa TV Brasil, que não foi feita para ter audiência, mas para criar empregos na área de jornalismo e servir de instrumento de poder para um partido.”

No entanto, quando desceu da tribuna, não quis responder aos jornalistas.  Serra se recusou a responder perguntas de jornalistas sobre a suposta falta de oposição no Brasil e sobre quais são os blogs sujos a que se referira. “Alguma outra pergunta?”, limitou-se a dizer cada uma das três vezes em que foram feitos questionamentos incômodos a ele.

As declarações foram dadas no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela ANJ (Associação Nacional de Jornais), grupo comandado donos dos maiores jornais brasileiros.

Dilma também foi convidada. Falou por meia hora, três horas após o candidato tucano.

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Crivella: proposta Ibsen não passa no Senado

Por Wagner Lemos

O senador pelo Rio de Janeiro Marcelo Crivella (PRB-RJ) garantiu ao “Correio Brasiliense” que a proposta do deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Ibsen Pinheiro (PMDB) não será aprovada no Senado.

De acordo com o político, alguns líderes de partidos, em conversa reservada, demonstraram preocupação com a emenda nos moldes atuais – Rio de Janeiro e Espírito Santo perderiam milhões de reais em royalties.

Ele se colocou a favor das minorias, que, neste caso, é Rio e ES. “O Senado é a casa da Federação. O que a gente menos quer é que haja ódio e mágoa entre brasileiros”, disse, para concluir que não podem “permitir que uma maioria eventual massacre os direitos de uma minoria”.

“O que a gente menos quer é que haja ódio e mágoa”.

No entanto, em relação aos contratos futuros da chamada camada pré-sal, Crivella acredita na possibilidade do Estado do Rio de Janeiro rever a partilha dos royalties com outros estados.

Para o político, o Rio pode abrir mão de uma certa percentagem para que seja distribuída entre os estados e municípios não produtores.

Diz a “Veja” que o deputado do Rio de Janeiro Eduardo Cunha (PMDB) prometeu apresentar uma proposta para separar o Estado do Brasil.

O político já recorreu, segundo o “JB, duas vezes ao STF (Supremo Tribunal Federal) alegando que a proposta é incostitucional. Na primeira vez que recorreu a emenda ainda não tinha sido aprovada na Câmara Federal.

Cunha também não acredita que a proposta de Ibsen passe no Senado, pois ela teria sido votada de forma ilegal.

O Estado é detentor de 80% de toda produção de petróleo do país.

Como seria a política externa do PSDB?

Por Nonato Viegas

PSDB, incorformado com a possíbilidade de não voltar à Presidência, tenta de todas as formas atrapalhar a política externa do governo Lula.

Na Comissão de Relações Exteriores, o presidente Eduardo Azeredo (PSDB-MG) suspendeu a sabatina para aprovar três novos embaixadores do Brasil no exterior, entre eles os indicados para a Venezuela e o Equador, cujos atuais governos são alvo de críticas de tucanos e democratas.

Informa o repórter Renan Ramalho que a estratégia para atacar política externa do Brasil foi traçada em reunião fechada do PSDB na terça, mesmo dia em que, em plenário, o líder tucano na Casa, Arthur Virgílio (AM) anunciou uma ruptura com o Itamaraty.

“Não temos mais nenhum compromisso com essa aprovação simples e rápida de embaixadores”, ameaçou.

Virgílio criticou a comparação entre dissidentes cubanos e criminosos comuns do Brasil, feita por Lula, e a aproximação com o regime iraniano. O tucano reclamou do apoio dado a Manuel Zelaya em Honduras e a recusa do presidente brasileiro em visitar, em Israel, o túmulo de Theodor Herzl, um dos fundadores do sionismo.

Serra foge de professores, mas quer ser presidente

Por Nonato Viegas

Temendo vaias, o governador e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, fugiu de professores – em greve por melhores salários, defasados desde 1998.

Pré-candidato, Serra foge de professores

Ele cancelou ontem, em cima da hora, sua participação numa inauguração na capital de São Paulo – decisão difícil, já que nos últimos dias inaugura até maquete.

Serra nega que tenha sido para escapar de novos protestos. Mas o presidente municipal do PMDB, Bebeto Haddad, conta que estava ao lado da subprefeita de Pirituba, Andréa Pelizari, quando ela recebeu um telefonema do Palácio dos Bandeirantes, logo depois do meio-dia. “Preferiram evitar um novo tumulto”, disse Haddad.

Querendo ser presidente, o ainda governador, fechado na sede do governo, negou que haja greve. Disse que as ações não passam de “marketing para imprensa publicar”.

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São Paulo: saúde pede ajuda

Serra não é contra a emenda Ibsen, diz deputado

Por Wagner Lemos

De acordo com o deputado do PC do B Edmílson Valentin, José Serra (PSDB) é favorável a emenda Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) que propõe um corte milionário nos royalties do petróleo para os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Como economista, Serra teria  se calado para  beneficiar a cidade de São Paulo. Apenas após a aprovação na Câmara Federal, o pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto se posicionou contrário à emenda.

“Não houve ingenuidade”

“Serra é economista, é do ramo. Quando apresentou a emenda, ele sabia que São Paulo, como maior consumidor de energia elétrica e derivados de petróleo, teria compensação financeira forte. Da parte dele, não houve ingenuidade”, afirmou.

Segundo o “JB”, o deputado Miro Teixeira se disse “preocupado” com a possível quebra do pacto federativo.

“Estou preocupado com a integridade da federação, que está quebrada com a violência empregada pela Câmara. Foram 25 estados contra dois”, lamenta Miro Teixeira, lembrando que os deputados optaram por retirar do Rio recursos já comprometidos em contratos e receitas.

Guerra: “O crescimento de Dilma já era esperado”

Por Wagner Lemos

O presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), afirmou em um videochat para usuários da rede de microblogs Twitter que o crescimento da ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Roussef, já era esperado.

Para o senador, Dilma está sendo beneficiada pela “superexposição”.

“José Serra não fez outra coisa senão manter suas intenções de voto. Em setembro, Serra tinha 35% das intenções de voto. Em novembro, subiu para 38%. Agora, em março, 35%”, analisa. Ao mesmo tempo, a ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, registrou o crescimento – de 17%, em novembro de 2009 para 30%, em março – já era esperado tanto pela super-exposição que tem tido e, principalmente, em função da campanha ilegal que tem feito”.

Guerra não admitiu que José Serra (PSDB) esteja caindo nas pesquisas, mas garantiu que o governador de São Paulo lançará sua candidatura no próximo dia 10, em Brasília.

“O governador de São Paulo, José Serra, deverá anunciar a sua candidatura no próximo dia 10 em um grande evento em Brasília”.

Segundo o “Estado de S. Paulo“, a estratégia dos tucanos em atrasar a consolidação da candidatura de Serra pode ter influído na queda do governador.

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Ibope diverge de outros institutos

Manipulação da pesquisa do Ibope?

Ibope diverge de outros institutos

(Análise)

Por José Roberto de Toledo, para “Estado de S. Paulo”

Diferentemente das pesquisas dos institutos Datafolha e Vox Populi em 2010, o Ibope não identificou queda na intenção de voto de José Serra (PSDB) na pesquisa contratada pela CNI (Confederacão Nacional da Indústria) e divulgada nesta quarta-feira (17). Os pesquisadores foram a campo entre os dias 5 e 10 de março.

No cenário mais provável, Serra mantém a liderança, com 35% das intenções de voto, contra 30% de Dilma Rousseff (PT). São seguidos por Ciro Gomes (PSB), com 11%; e por Marina Silva (PV), com 6%. Os eleitores sem candidato somam 18% -são os que pretendem anular, votar em branco ou que não souberam responder. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

No gráfico abaixo, com os resultados de todos os institutos, nota-se que desde dezembro a intenção de voto do candidato tucano apresenta uma tendência de queda. Segundo o Datafolha, Serra caiu de 37% para 32%. E, pelo Vox Populi, a queda foi de 39% para 34%. O Sensus não mostra queda do tucano porque já indicava o candidato do PSDB com 32% desde novembro.

(clique na imagem para aumentá-la)

Já na comparação das últimas pesquisas do Ibope, Serra mantém-se no mesmo patamar de intenção de voto, oscilando dentro da margem de erro: de 38% em novembro, para 36% em fevereiro e 35% em março.

Ao mesmo tempo, a tendência de crescimento de Dilma é unânime entre os quatro institutos. Os 30% alcançados pela petista na pesquisa mais recente, do Ibope, indicam que ela continua crescendo e atingiu o patamar histórico dos candidatos a presidente do PT (leia-se Lula) em março.

A diferença de tendência de Serra no Ibope em comparação aos outros institutos é pequena mas consistente. Cabe dentro da margem de erro e pode, portanto, ser casual. Ou pode ser provocada por diferenças metodológicas, seja na maneira de abordar o eleitor, seja no desenho da amostra selecionada para representar o eleitorado brasileiro.

Se a diferença fosse apenas em comparação ao Datafolha, ela poderia ser explicada por um instituto fazer pesquisas domiciliares e outro abordar o eleitor na rua (saiba mais sobre isso lendo outra nota deste blog). Mas o Vox Populi também faz suas pesquisas com entrevistas na casa do eleitor. Logo, a diferença pode ser tributada ao acaso ou ao desenho da amostra e execução da pesquisa.

Outras “explicações” vão se basear nas declarações reiteradas do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, segundo as quais Serra será eleito presidente, porque “o brasileiro não é pau mandado” e não votará em Dilma apenas por causa da popularidade de Lula. A aposta do dirigente do Ibope é isso, apenas uma aposta. É difícil acreditar que possa ter contaminado as pesquisas do instituto.

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Manipulação na pesquisa para presidente?